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Legisladores dos EUA tentam bloquear tarifas de Trump contra aliados europeus

Congresso, com apoio bipartidário, tenta bloquear tarifas de Trump a aliados europeus; derrubar veto exigiria dissidência republicana significativa

Senator Lisa Murkowski speaks alongside fellow senators Chris Coons and Peter Welch and representatives Sarah McBride, Madeleine Dean and Steny Hoyer in Copenhagen, Denmark, on 17 January 2026.
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  • Legisladores de ambos os lados prometem impedir as tarifas que o presidente Donald Trump ameaça impor a oito países europeus, incluindo Dinamarca, Reino Unido, Alemanha e França.
  • O plano é apresentar uma resolução de desaprovação sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para barrar as tarifas, que começariam em 10% em fevereiro e aumentariam para 25% até junho.
  • O obstáculo é o veto de Trump; para derrubá-lo, seria necessária maioria de dois terços na Câmara e no Senado.
  • Democratas apresentaram também resoluções para encerrar as tarifas, com o apoio de um grupo de republicanos que se distancia de Trump em relação a Groenlândia.
  • A discussão ganhou impulso após viagem bipartidária a Dinamarca e Groenlândia, com cautela sobre impactos para a Otan e para aliados dos EUA.

O movimento para impedir as tarifas ameaçadas pelo presidente Donald Trump ganhou impulso na Assembleia. Legisladores de diferentes partidos anunciaram ações para bloquear a aplicação de tarifas contra aliados europeus, após Trump sugerir juros de até 25% sobre importações de oito países da Otan, incluindo Dinamarca, Reino Unido, Alemanha e França. A ameaça surgiu na sexta-feira, em meio a negociações sobre Greenland, território em disputa.

Ao longo de segunda-feira, democratas apresentaram proposições para encerrar as tarifas, previstas para começar em fevereiro e aumentar até junho. As medidas usam instrumentos do direito internacional econômico para frear a imposição, caso avancem no Congresso. Contudo, a viabilidade depende de apoio majoritário tanto na Câmara quanto no Senado, e possivelmente de votos de membros republicanos.

Representantes e senadores democratas também sinalizaram intenção de agir com força sobre o tema. Oposição coordenada se intensificou após visitas bipartidas a Dinamarca e Greenland, com a intenção de reafirmar o apoio dos EUA aos aliados da Otan e reduzir tensões geradas pela posição de Washington.

Contexto institucional e parlamentares envolvidos

Um resumo da iniciativa envolve uma resolução de desaprovação sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que, se aprovada, bloquearia as tarifas. O intento é evitar que o presidente imponha tarifas sem aprovação prévia do Congresso e sem negociações formais com os parceiros europeus.

Entre os apoiadores, destaca-se o senador Peter Welch, líder democrata na pauta, e a deputada Gregory Meeks, que coordenam proposições semelhantes. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, sinalizou que o grupo democrata pretende apresentar uma legislação com força vinculante, caso haja espaço para isso no processo de votação.

Reação internacional e avaliação estratégica

Na Dinamarca, o primeiro-ministro Mette Frederiksen ressaltou que qualquer ação dos EUA sobre Greenland pode afetar a relação com a Otan. Em Nuuk, o premiê de Greenland, Jens-Frederik Nielsen, reiterou alinhamento com a Dinamarca. O ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, afirmou surpresa com a escalada tarifária após encontro com representantes norte-americanos.

No Congresso, críticos republicanos já manifestaram ceticismo sobre a estratégia. Alguns parlamentares ressaltaram que o tema exige cautela com aliados e com a robustez econômica de setores vulneráveis a tarifas, defendendo canais diplomáticos em vez de medidas punitivas.

Perspectivas futuras

A cada dois ou três dias, novas informações costumam surgir sobre o grau de disposição de republicanos a se posicionar contra Trump. Nesta semana, outro ponto de tensão sonora envolve o debate sobre intervenção militar na Venezuela, com votações previstas para quinta-feira na Câmara, que também podem influenciar o clima político sobre Greenland.

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