- Gavin Newsom, governador da Califórnia, criticou a “complicidade” dos europeus diante das exigências de Donald Trump para comprar ou anexar Groenlândia, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
- Em Davos, ele afirmou que europeus estão sendo “erados” por Trump e que as negociações não são diplomacia, pedindo que deixem de ser coniventes.
- Trump tem dito que pode tomar Groenlândia e ameaça impor tarifas aos governos europeus até que o território seja passado para ele.
- Líderes europeus têm evitado romper abertamente com os Estados Unidos, buscando manter vínculos comerciais e de segurança, com alguns tentando atuar como “sussurradores” de Trump.
- Diversos políticos europeus escreveram a Trump para marcar encontros em Davos; entre eles, Mark Rutte, que elogiou ações na Síria, Gaza e Ucrânia e disse estar comprometido em encontrar caminhos sobre Groenlândia.
Gavin Newsom, governador da Califórnia, criticou a Europa por uma suposta cumplicidade diante das demandas de Donald Trump para que ele tenha permissão para comprar ou anexar Groenlândia. a declaração ocorreu durante o World Economic Forum, em Davos, na terça-feira.
O governador, que figura entre os favoritos democratas à candidatura presidencial de 2028, disse que os europeus estão sendo manipulados por Trump e classificou as negociações como insuficientes para a diplomacia. Newsom pediu que a parceria internacional seja tratada com maior firmeza.
Ele ainda afirmou que é hora de os parceiros globais se reposicionarem diante das pressões de Washington e criticou a complacência de governos europeus na condução das negociações.
Contexto europeu e desdobramentos
Líderes europeus têm mostrado cautela em romper relações com os Estados Unidos, dada a importância comercial e de segurança da parceria. As conversas sobre Groenlândia suscitam dúvidas sobre o papel de Washington na segurança regional e na OTAN.
Entre os envolvidos, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, enviou mensagens diplomáticas a Trump antes do encontro em Davos, ressaltando a relevância dos avanços em questões como Síria e Ucrânia. A relação transatlântica permanece sob escrutínio.
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