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Polícia realiza operação em igreja na China e prende centenas

Operação policial na Igreja Yayang, em Zhejiang, deteve mais de duzentos fiéis; dezenas de líderes permanecem presos, prédios cercados e bens apreendidos

Polícia faz operação em igreja e prende centenas, na China
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  • Em dezembro de 2025, a Polícia realizou operação intensiva na Igreja Yayang, em Zhejiang, China, com a presença de policiais, forças especiais, tropas de choque e bombeiros.
  • Mais de duzentas pessoas foram detidas no local; a maioria foi liberada em até vinte e quatro horas, mas mais de vinte líderes e obreiros continuaram presos por acusações não especificadas.
  • Houve apreensão de bens e ações policiais em residências de fiéis; relatos indicam que alguns cristãos foram levados à força durante as diligências.
  • A Igreja Yayang se opõe à política de sinicização da religião, recusando remover a cruz, hastear a bandeira, instalar câmeras ou impedir a participação de menores; o prédio principal foi cercado por andaimes e máquinas pesadas.
  • A organização Missão Portas Abertas acompanha a situação e pediu orações pelos cristãos, pelos líderes detidos e por suas famílias, buscando paz, unidade e fortalecimento da fé.

A Igreja Yayang, rede de congregações domésticas na China, viveu uma forte repressão estatal em dezembro de 2025, quando os fiéis se preparavam para o Natal. A ação ocorreu na província de Zhejiang, onde a igreja atua há anos. A operação envolveu centenas de agentes e gerou detenções, apreensões de bens e apreensão de casas de fiéis. A polícia justificou as ações como parte de investigações, sem detalhar acusações formais.

Relatos de cristãos locais indicam que muitos foram levados à força durante as incursões. Veículos estacionados na igreja teriam sido apreendidos por dias, e casas de membros foram vasculhadas para buscar provas. Em alguns casos, casas de fiéis foram revistadas sem ordem clara, aumentando o temor entre a comunidade.

A Igreja Yayang tem resistido à política de sinicização da religião, que impõe alterações nas práticas religiosas. A comunidade afirma ter recusado exigências como remoção da cruz, hasteamento de bandeira nacional, instalação de câmeras e proibição de menores nos cultos. Essas posições contribuíram para o intenso escrutínio oficial.

Um grande cerco ocorreu em um dos principais pontos de reunião da igreja. Mais de 200 pessoas teriam sido detidas no local, com a maior parte liberada em até 24 horas. Entretanto, mais de vinte líderes e obreiros permaneceram presos, após acusações consideradas arbitrárias pelos advogados que tentaram atuar.

Advogados relataram dificuldades para acessar os detidos, citando obstruções e demora em contato com as famílias. Após o fechamento do prédio principal, o local foi cercado por andaimes e máquinas pesadas. Câmeras de vigilância foram instaladas em vários ângulos, sem confirmação sobre futuras medidas.

Relatos sugerem que indivíduos foram levados a interrogatórios após mensagens nas redes sociais que mencionaram a igreja. Um fiel descreveu monitoramento constante e pressões para evitar contatos com outros membros. As autoridades teriam buscado evidências para sustentar acusações.

A Missão Portas Abertas monitora a situação e divulgou orientações de oração. A organização pediu intercessão pela preservação dos fiéis, pela força dos líderes presos e pelo consolo às famílias. A nota reforça o desejo de que a fé permaneça firme frente à pressão.

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