- O exército sírio avançou até as periferias de Hasaka, apesar do alto ao fogo de domingo, e recapturou prisioneiros que fugiram da prisão de Shaddadi; quase 120 detentos fugiram, com 81 recapturados e cerca de 1.500 estimados fugitivos segundo a pessoa da FDS Farhad Shami.
- O Governo de Damasco reivindica controle da região e acusa as milícias curdas de facilitar as fugas; por sua vez, as FDS afirmam perdas de combatentes na defesa contra a ofensiva e tentaram pedir ajuda à coalizão internacional, sem sucesso.
- Hasaka passou a ser tema central de uma reunião entre Mazlum Abdi, da FDS, e o presidente sírio, que terminou sem comunicado; Damasco rejeitou ceder a cidade e sinalizou usar a força.
- As milícias curdas foram decisivas contra o ISIS no passado, mas enfrentam pressão para unificar o país sob uma autoridade única; EUA mantêm tropas na região, de forma reduzida, e negociações entre EUA, Turquía e curdos estão em curso.
- Como consequência, houve a retirada da FDS do campo de Al Hol e avanços para transferir governança de Deir al Zor e Raqqa ao governo sírio, incluindo controle de fronteiras e de recursos como petróleo e gás.
O avanço do exército sírio sobre as áreas controladas pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas por milícias curdas, acelera mudanças no mapa político do norte da Síria. As forças governamentais alcançaram as proximidades de Hasaka, enquanto combates continuam mesmo após o alto el fogo assinado há dois dias. A ofensiva também envolve a recaptura de presos que fugiram de prisões ligadas ao Estado Islâmico (EI).
Fortalecidas por apoio de tribos locais, as forças governamentais já haviam ampliado seu domínio em várias regiões e agora pressionam Hasaka, cidade estratégica no nordeste. A situação ocorre num momento em que a Administração Autónoma do Norte e Leste da Síria enfrenta pressões para dissolver estruturas centrais e incorporar parte de seus quadros ao Exército sírio.
Crise em Hasaka e desenlaces na prisão de Shaddadi
A derrota parcial das FDS em Hasaka coincide com a fuga de cerca de 120 membros do EI da prisão de Shaddadi, segundo o Ministério do Interior sírio. Foram recapturados 81 após incursões de forças regulares e especiais, enquanto o número total de fugitivos é estimado em até 1.500, conforme fontes ligadas às FDS.
Reação internacional e desdobramentos políticos
O governo sírio acusa as milícias curdas de libertar prisioneiros para dificultar a ofensiva apoiada pelos Estados Unidos. As FDS contestam, afirmando que perderam dezenas de combatentes tentando evitar uma catástrofe de segurança e que pediram ajuda à coalizão internacional, sem obter resposta em tempo hábil.
Caminhos para o Aq, Deir ez Zor e o futuro da autogovernação
As renegociações sobre o controle de áreas com petróleo e gás, e sobre a integração de instituições civis, sinalizam um afastamento gradual entre Damasco e as forças curdas. Observadores apontam que a ofensiva pode ter impactos significativos em países vizinhos e no equilíbrio regional, incluindo relações com Turquia e Iraque.
Contexto estratégico
A ofensiva ocorre após o governo sírio ter firmado acordos com as FDS para uma transição administrativa e militar, com promessa de reintegração de áreas sob governança central. A atuação em Raqa e Deir al Zor intensifica o controle de recursos, ampliando a influência de Damasco sobre regiões anteriormente sob gestão curda.
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