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Togo expulsa ex-líder de Burkina Faso após alegação de golpe, segundo fontes

Damiba é preso em Lomé e deportado para Ouagadougou após Burkina Faso acusar tentativa de golpe; região africana enfrenta nova rodada de golpes

Burkina Faso President Lieutenant Colonel Paul-Henri Damiba is welcomed by soldiers in Dori, Sahel region as he arrives to motivate his troops, after armed men killed civilians and militaries in Seytenga, at an airport in Dori, Burkina Faso June 15, 2022. Burkina Faso's Presidential Press Service/Handout via REUTERS/File Photo
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  • Togo prendeu e expulsou para Burkina Faso o ex-presidente Paul-Henri Damiba, após acusações de tentativa de golpe, informou Reuters.
  • Damiba chegou ao poder em 2022 após golpe contra o governo civil de Burkina Faso e foi derrubado no mesmo ano por Ibrahim Traore.
  • Traore comanda o governo militar; Burkina Faso afirmou ter interrompido um plano para matar Traore, supostamente encabeçado por Damiba.
  • Segundo fontes, Damiba foi detido no sábado e levado a Ouagadougou; ele buscou refúgio em Lomé, capital togolês.
  • Autoridades de Togo e Burkina Faso não comentaram o caso; Damiba não foi localizado para comentário imediato.

Togo prendeu e expulsou o ex-presidente de Burkina Faso, Paul-Henri Damiba, para Ouagadougou, após acusações de tentativa de golpe, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters nesta terça-feira.

Damiba chegou ao poder em 2022 após um golpe contra o governo civil que enfrentava violência de militantes islâmicos. Seu governo falhou em frear os ataques, o que gerou descontentamento entre as Forças Armadas.

No mesmo ano, Ibrahim Traoré tomou o poder em Burkina Faso, em golpe que derrubou Damiba, e hoje comanda o governo militar. Traoré tem dirigido ações para conter insurgências no país.

Este mês, Burkina Faso afirmou ter desarticulado um plano para assassinar Traoré, envolvendo Damiba, que buscou refúgio na capital togolesa, Lomé. A notícia foi confirmada por fontes à Reuters.

De acordo com uma fonte próxima à presidência de Togo, Damiba foi preso no sábado e enviado a Ouagadougou. Não houve confirmação oficial dos governos de Togo ou Burkina Faso sobre o ocorrido.

A fonte togolense ressaltou que Damiba não foi diretamente ligado a um plano específico, mas teria recebido alertas prévio sobre envolvimento em atividades destabilisadoras em seu país de origem.

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