- Donald Trump anunciou, via post na Truth, a criação do “Conselho da Paz”, descrito como “o mais grandioso” já reunido, com ingressos a 1 bilhão de dólares para se tornar membro permanente.
- O Brasil foi convidado; a Embaixada em Washington informou o recebimento da carta e o presidente Lula discutiu o assunto com o chanceler Mauro Vieira, sem decisão tomada ainda.
- Outros países convidados são Argentina, Paraguai, França, Turquia, Egito, Jordânia, Canadá, Hungria, Romênia, Chipre, Israel e Rússia; o prazo para resposta pode chegar a quinta-feira, 22, segundo a Bloomberg.
- A ideia tem origem em memorando de outubro de 2025 envolvendo Trump, o Egito, o Qatar e a Turquia, e já era discutida em propostas do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair sobre Gaza.
- Críticos levantam que o esquema seria uma alternativa ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, enquanto há dúvidas sobre representatividade, legitimidade e eficácia das decisões.
Donald Trump anunciou, via postagem no Truth, a criação do chamado “Conselho da Paz”, descrito por ele como o mais grandioso conselho já reunido. A promessa foi feita na quinta-feira, 15 de novembro, sem detalhes claros sobre funcionamento ou composição.
Segundo relatos de bastidores, o projeto pode funcionar como um órgão paralelo ao Conselho de Segurança da ONU ou à Assembleia Geral, com ingressos estimados em 1 bilhão de dólares para adesão permanente. A ideia é apresentar um espaço exclusivo, sob liderança de Trump.
Brasil figura entre os convidados, de acordo com a Embaixada em Washington, que enviou uma carta na sexta-feira, 16. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve conversa com o chanceler Mauro Vieira na segunda-feira, 19, sem definição sobre a participação. O prazo de resposta pode vencer na quinta, 22, conforme a Bloomberg.
A lista de países convidados também inclui Argentina, Paraguai, França, Turquia, Egito, Jordânia, Canadá, Hungria, Romênia, Chipre, Israel e Rússia. Ainda não há confirmação oficial sobre recebimento das cartas ou sobre as respostas dos demais titulares.
A gênese da ideia remonta a outubro de 2025, em um memorando da Casa Branca assinado por Trump e por líderes do Egito, do Qatar e da Turquia, ligados a acordos para Gaza. A proposta ganhou eco na imprensa, associada a planos discutidos por Tony Blair para Gaza.
Em novembro, uma resolução da ONU saudou o plano de Trump para Gaza e mencionou a criação do “Conselho da Paz” para tratar da questão palestina, segundo relatos de veículos estrangeiros. A ONU, porém, indicou apoio apenas a essa agenda específica, não a um órgão global amplo.
Analistas apontam que a proposta de Trump suscita debates sobre representatividade e eficácia das instituições multilaterais existentes. Críticas históricas ao Conselho de Segurança, como veto de decisões e ações não acolhidas, aparecem como pano de fundo para a discussão.
Especialistas lembram que a ideia não é inédita no cenário internacional, e que reformulações do sistema multilaterais já foram defendidas por diferentes setores. Resta acompanhar comoTrump pretende estruturar esse novo espaço e quais países aceitarão integrar o projeto.
Entre perguntas em aberto estão o que motivou a iniciativa, quais funções caberiam ao Conselho, como seriam tomadas as decisões e quais mecanismos legais o sustentariam. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre a governança ou o funcionamento prático do eventual Conselho da Paz.
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