- Ucrânia vai criar um sistema para que aliados treinem modelos de inteligência artificial com os dados de combate coletados em quase quatro anos de guerra, segundo o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov.
- Os dados de guerra incluem estatísticas de combate registradas e milhões de horas de imagens de drones capturadas no front.
- Fedorov disse que o conjunto de dados de frente é um ativo valioso nas negociações com outros países e que haverá acesso controlado aos aliados para treinar software.
- O objetivo é ampliar a participação dos aliados em projetos militares, com suporte de centros de pesquisa como o Center for Strategic and International Studies e o RAND, nos Estados Unidos, além de instituições britânicas.
- O ministro também informou planos de testar neste mês uma versão nacional substituta para o drone Mavic, usado para reconhecimento aéreo, sem revelar o fabricante.
Ukraine vai abrir sistema para parceiros treinarem IA com dados de combate
A Ucrânia anunciou hoje a criação de um sistema que permite aos aliados treinar modelos de inteligência artificial com dados de combate coletados ao longo de quase quatro anos de conflito com a Rússia. A declaração foi feita pelo novo ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov.
Fedorov, ex-ministro da digitalização, assumiu o posto recente para liderar reformas no ministério e nas forças armadas. Segundo ele, o conjunto de dados de guerra de Kyiv é considerado uma das cartas de negociação do país com outras nações.
Desde a invasão de fevereiro de 2022, a Ucrânia reuniu informações extensas do campo de batalha, incluindo estatísticas de combate registradas sistematicamente e milhões de horas de imagens de drones capturadas no alto. Esses dados são relevantes para treinar modelos de IA, que exigem volume grande de informações reais.
Front da informação é valorizado, segundo Fedorov, que afirmou haver demanda de aliados para o uso desses dados. O ministro disse que será criado um sistema para que terceiros possam treinar seus softwares com o material ucraniano.
O gabinete de Fedorov já indicou que utiliza tecnologia de dados para fins militares e civis, incluindo colaboração com a Palantir, dos Estados Unidos. A gestão também quer ampliar a participação de aliados em projetos de defesa.
Além disso, Fedorov afirmou que o país vai testar neste mês uma versão nacional de drone similar ao Mavic da DJI, amplamente empregado na reconaissance aérea no front. O objetivo é reduzir dependência de componentes e parcerias com a China.
Fedorov não revelou o fabricante do novo drone, mas afirmou que ele manterá a mesma câmera do modelo existente, com alcance de voo maior. A China tem vínculos diplomáticos mais estreitos com a Rússia, o que preocupa Kiev.
A divulgação sobre dados para IA e o novo drone reforçam a ênfase do governo em acelerar digitalização, cooperação internacional e autonomia tecnológica em defesa. A Reuters acompanhou a reportagem sobre o tema.
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