- O governo da Venezuela pediu aos cidadãos que publiquem nas redes sociais o mapa oficial do país como ação simbólica após Donald Trump publicar imagem alterada com bandeiras sobre a Venezuela e parte da América do Norte.
- A imagem, postada no Truth Social pouco antes da 1h da manhã, mostra uma versão modificada de uma foto de líderes europeus na Sala Oval, com o mapa original substituído por um mapa com bandeiras dos Estados Unidos sobre a Venezuela.
- O governo venezuelano disse que a ação busca defender a integridade territorial e combater a desinformação, solicitando que a população compartilhe o mapa oficial.
- A notícia ocorre após o ataque dos Estados Unidos a Caracas em 3 de janeiro, quando Washington afirmou planos de “gerir” a Venezuela e disse atuar em cooperação com Delcy Rodríguez, vice-presidente e substituta interina de Nicolás Maduro.
- Em outros desdobramentos, o escritório do primeiro-ministro do Canadá não respondeu a pedido de comentário, e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse que não abandonaria a Groenlândia diante de possíveis ações militares dos EUA.
O governo da Venezuela pediu nesta terça-feira que os cidadãos publiquem, em redes sociais, o mapa oficial do país como uma ação simbólica. O objetivo é defender a integridade territorial e combater a desinformação após uma postagem de Donald Trump.
A imagem alterada foi publicada pelo ex-presidente dos EUA na Truth Social pouco antes da 1 da manhã, horário de Brasília. O retrato mostra bandeiras dos EUA sobre Venezuela e parte da América do Norte, substituindo o mapa original.
Na imagem, aparecem líderes europeus como Keir Starmer, Giorgia Meloni, Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen, mesmo com Trump e outros dirigentes viajando a Davos para o Fórum Econômico Mundial. A Venezuela diz manter o foco em vias diplomáticas.
Contexto internacional
A repressão do ataque à capital Caracas, em 3 de janeiro, é citada pela Venezuela como base para a estratégia de cooperação entre a administração de Maduro e a vice-presidente Delcy Rodríguez. O governo também aponta acordos sobre receitas petrolíferas com bancos controlados pelos EUA.
O governo canadense não respondeu a pedidos de comentário. Em Copenhague, a primeira-ministra dinonesa afirmou que não recua na defesa de Groenlândia, em meio a declarações de possíveis ações militares.
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