- Drones intensificaram ataques em al-Obeid, capital de North Kordofan, com ações semanais desde outubro.
- Civis morreram em ao menos dois ataques, incluindo o funeral em al-Luweib no dia cinco de novembro, quando sessenta e cinco pessoas foram mortas (todas mulheres e crianças).
- Em janeiro, um ataque com drone atingiu a residência de Abdallah Mohamed Ahmed, matando sua esposa, sete netos e outras duas parentes femininas.
- Mais de quarenta e três mil pessoas foram deslocadas em North Kordofan, e cerca de sessenta e cinco mil na região entre outubro e dezenove de dezembro, segundo a Organização Internacional para Migração.
- Imagens mostram bombardeio na usina de energia de al-Obeid e construção de bermas ao redor da cidade, possivelmente para evitar cercos futuros.
El Obied, Sudão – Os ataques de drones se intensificaram em torno da cidade central de El Obeid, enquanto a guerra civil se aproxima do controlado pelo exército. Soldados e civis reportam mortes graves em pelo menos dois casos.
Segundo moradores, ataques com drones ocorrem semanalmente desde o fim de outubro, após o RSF ampliar presença em Darfur. Ações aéreas coincidem com a tomada de cidades vizinhas pela forças paramilitares.
O exército e forças aliadas permanecem nos arredores de El Obied, em meio a uma campanha que já provocou deslocamentos significativos na região de Kordofão.
Ataque a funeral em al-Luweib
No 5 de novembro, um drone atingiu uma cerimônia fúnebre em al-Luweib, matando 65 pessoas, todas mulheres e crianças, segundo relatos de moradores. O incidente ocorreu enquanto fiéis se reuniam para o velório.
Imagens de satélite da Yale Humanitarian Research Lab sugerem também danos à usina de energia da cidade e o início de obras de proteção ao perímetro, possivelmente para evitar cercamento do RSF.
Deslocamento e vítimas
Entre outubro e dezembro, mais de 43 mil pessoas deixaram suas casas em North Kordofan e cerca de 65 mil na região, de acordo com a OIM da ONU. Moradores relatam famílias devastadas por combates.
Em janeiro, novo ataque atingiu uma residência alugada pela família de Abdallah Mohamed Ahmed, matando sua esposa, sete netos e outras parentes. A vizinhança descreve a cena com grande destruição.
O observatório de refugiados registra que, apesar do risco, a vida cotidiana continua em algumas áreas, com operações civis e tráfego limitado sob a ameaça de novos ataques.
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