- Dois emisários da administração dos EUA teriam procurado uma magistrada francesa para influenciar contra a proibição de Marine Le Pen concorrer a cargo público, após sua condenação.
- A secretária-geral da CNCDH, Magali Lafourcade, disse ter informado imediatamente o Ministério das Relações Exteriores sobre o encontro para evitar suposta manipulação do debate público.
- O encontro, em Paris, em maio, contou com Samuel D. Samson e Christopher J. Anderson, assessores do Bureau of Democracy, Rights and Labor do Departamento de Estado, segundo Lafourcade.
- Le Pen foi condenada em Paris por um esquema de empregos fictícios no Parlamento Europeu, recebendo banimento de cinco anos para concorrer, além de multa; recorreu da sentença.
- O DRL afirmou, em rede social, que defende liberdade de expressão e democracia; o governo francês disse não haver provas de interferência internacional, mas mantém vigilância.
Magali Lafourcade, secretária-geral da CNCDH, afirmou à AFP que reportou imediatamente ao Ministério das Relações Exteriores francês o conteúdo da reunião ocorrida em Paris no mês de maio. O objetivo era evitar qualquer possível manipulação do debate público na França.
Na conversa com dois assessores da embaixada dos EUA, a discussão girou em torno das sentenças proferidas contra Marine Le Pen em 2025, vinculadas a um suposto esquema de empregos fictícios no Parlamento Europeu. A reunião chamou atenção por tratar de temas judiciais com influência política.
AQUISIÇÃO DOS DETALHES E CONTEXTO
A sentença de Le Pen, proferida em Paris após um julgamento de nove semanas, a impediu de concorrer por cinco anos a cargos públicos, com duas medidas de prisão suspensa e o uso de pulseira eletrônica. A pena também incluiu uma multa de 100 mil euros.
Le Pen, de 57 anos, líder do RN, recorreu da decisão junto a 10 dos 24 membros condenados. Ela busca reverter a condenação em um novo julgamento em Paris, mantendo a defesa sob avaliação. A influente figura chegou a figurar entre as favoritas para as próximas eleições presidenciais, caso seja possível disputar.
AS PARTES ENVOLVIDAS E AS REações INTERNACIONAIS
Os assessores do DRL, braço do Departamento de Estado dos EUA, disseram ter atuado para esclarecer o processo judicial francês e defender argumentos sobre liberdade de expressão e de escolha democrática. A embaixada dos EUA confirmou que a cooperação com França permanece, segundo declarações divulgadas pelo DRL.
Entre os envolvidos, Samuel D Samson e Christopher J Anderson teriam aconselhado sobre usos de recursos para apoiar defesas legais de Le Pen. O DRL indicou que sua cooperação com autoridades francesas busca fortalecer princípios democráticos, sem detalhar ações específicas.
RETAFOS JUDICIAIS E DESDOBRAMOS POLÍTICOS
Após a decisão, Le Pen manteve a posição de contestar a sentença, afirmando que sempre atuou de boa fé. Em Paris, o caso abriu novo ciclo judicial, com a líder já indo a novo julgamento para tentar reverter a condenação. O cenário eleitoral próximo é objeto de observação internacional.
A presidência do tribunal de Paris e o governo francês foram questionados sobre influências externas. Autoridades francesas ressaltaram que não há prova de interferência externa, mantendo a vigilância sobre o tema. Não houve comentários oficiais do Ministério das Relações Exteriores francês sobre a reunião.
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