- A BBC vai produzir conteúdo sob medida para o YouTube, iniciando com programação para a plataforma, incluindo entretenimento, notícias e esportes.
- O conteúdo estará disponível também no BBC iPlayer e no BBC Sounds; alguns programas atuais vão aparecer no YouTube, mas não toda a produção.
- A parceria marca um passo importante para a televisão britânica e ocorre enquanto o YouTube supera a BBC em participação de audiência pela primeira vez.
- Em dezembro, cerca de 52 milhões de pessoas assistiram YouTube na TV, smartphone ou computador, ante 50,9 milhões que acompanharam a BBC, segundo a Barb.
- O ex-diretor-geral Tim Davie afirmou que a parceria conecta o público a formatos novos no YouTube e destaca um programa de capacitação para criadores britânicos; o contexto envolve renovação de charter da BBC e o desafio de financiamento.
O BBC anunciou um acordo para produzir conteúdo sob medida para o YouTube, marcando um passo importante para a televisão britânica. A emissora pública passa a criar programação original para o maior plataforma de vídeos do mundo.
A parceria prevê uma mistura de entretenimento, notícias e esporte, iniciando durante as Olimpíadas de Inverno em fevereiro. Até então o BBC já disponibilizava clipes no YouTube, mas agora terá novas produções originais.
O acordo surge enquanto o BBC busca adaptar-se a um cenário midiático em rápida mudança. Em dezembro, o YouTube superou o BBC em participação de audiência pela primeira vez, segundo a Barb.
Mais de 52 milhões de pessoas assistiram YouTube pela TV, celular ou laptop, contra 50,9 milhões que sintonizaram o BBC.
Detalhes da parceria
O conteúdo para o YouTube também ficará disponível no BBC iPlayer e no BBC Sounds. Um número pequeno de programas atuais entrará na plataforma, mas a estratégia não prevê replicar todo o catálogo.
As produções no YouTube apresentarão anúncios quando vistas fora do Reino Unido, segundo a BBC News. O acordo foi veiculado como um marco estratégico para o serviço público.
Contexto financeiro e institucional
O acordo ocorre em meio a discussões sobre renovação do estatuto e financiamento do BBC, que recebe grande parte de recursos de taxas de licença. O último ano fiscal registrou 3,8 bilhões de libras de financiamento.
A notícia chega quando o BBC enfrenta uma ação de difamação de 10 bilhões de dólares movida por Donald Trump, relacionada a um documentário da Panorama. O canal já pediu desculpas pela edição, que chamou de enganosa.
Tim Davie, ex-diretor-geral, havia anunciado saída em novembro, após o impasse envolvendo o episódio do Trump. A emissora iniciou então a busca por um novo líder, em meio a mudanças estratégicas.
O acordo com o YouTube é a mais recente tentativa de grandes redes de TV de alinhar-se a gigantes da tecnologia. A Netflix, por exemplo, fechou acordo com a TF1 para exibir TV linear na sua plataforma.
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