- Congresso não incluiu menção a Greenland nem à OTAN no texto final do pacote de gastos de defesa para 2026.
- A legislação não proíbe o uso de recursos federais para atacar um aliado da OTAN, apesar das ameaças de Trump sobre Greenland.
- O documento explicativo conjunto destaca apoio “ferro” do Congresso à OTAN e seus 32 estados-membros.
- Trump manteve o foco na Greenland em Davos, afirmando que não usará força para tomar o território.
- O texto reserva autoria de recursos: US$ 400 milhões para Ucrânia, US$ 200 milhões para a Iniciativa de Segurança no Báltico e cerca de US$ 48,5 milhões para ampliar cooperação da EUROCOM com aliados; o financiamento federal vence em 30 de janeiro.
O Congresso dos EUA resolveu não incluir, no projeto de leis orçamentárias de defesa para 2026, qualquer cláusula que impeça a anexação forçada de Groenlândia. A leitura do texto final do pacote, divulgado na terça-feira por negociadores seniores, não traz menção a Groenlândia ou à OTAN.
A controvérsia ocorre em meio às ameaças cada vez mais públicas do presidente Donald Trump de tomar a Groenlândia. Mesmo assim, o documento de defesa não impõe restrições ao uso de recursos federais para atacar um aliado da OTAN.
Desdobramentos políticos
O texto de explicação conjunto do pacote anuncia apoio firme à OTAN, destacando o compromisso com o aumento dos investimentos dos membros. Contudo, tanto a Câmara quanto o Senado não mencionam Groenlândia em seus resumos oficiais.
Com relação a Ucrânia e região, o projeto destina US$ 400 milhões em assistência de segurança anual, o mesmo valor autorizado pela lei de defesa. Além disso, destina US$ 200 milhões para a Iniciativa de Segurança Balética e cerca de US$ 48,5 milhões acima do pedido do governo para ampliar cooperação com aliados.
Pontos financeiros e prazo
O orçamento federal vence em 30 de janeiro, o que dá aos legisladores uma janela curta para aprovar as demais peças do orçamento de 2026, incluindo recursos para o Departamento de Estado e cooperação externa. O tema Groenlândia permanece sem amarras legais no texto aprovado.
Entre na conversa da comunidade