- O exército dinamarquês mobilizou pela primeira vez o Jaegerkorpset, unidade de elite, para a Groenlândia, na costa de Blosseville, para reforçar a presença no Ártico.
- O movimento ocorre em meio às pressões de Donald Trump pela conquista da Groenlândia; em Davos, o presidente dos Estados Unidos afirmou que não usaria a força e pediu negociações imediatas.
- A fragata dinamarquesa Peter Willemoes participou do exercício Arctic Endurance, reunindo militares de vários países europeus na Groenlândia.
- A fragata francesa Bretagne também realiza exercícios com o navio dinamarquês Thetis, no Atlântico Norte.
- O governo da Groenlândia divulgou orientações para a população em caso de crise, classificado pelo ministro da Autossuficiência como uma apólice de seguro, caso seja necessário.
O Exército da Dinamarca enviou unidades de elite para a Groenlândia, território autônomo dinamarquês, nesta quarta-feira, 21. A mobilização ocorre em meio a pressões associadas a interesses de potências externas na região ártica e tem como objetivo reforçar a presença dinamarquesa no território.
Pelo Comando Ártico Dinamarquês, foi informado que especialistas do Jaegerkorpset foram acionados para atuar na parte mais inóspita da Groenlândia, na região costeira de Blosseville. A operação combina envio de pessoal e de equipamentos, com participação de outras nações europeias em exercícios conjuntos.
A Dinamarca participa ainda de atividades no mar Ártico: a fragata Peter Willemoes integrou o exercício Arctic Endurance, iniciado na Groenlândia na semana anterior, segundo a defesa do país. Além disso, a fragata francesa Bretagne realiza manobras com a embarcação dinamarquesa Thetis no Atlântico Norte.
Ação militar e exercícios na região
O Comando Ártico detalhou que o objetivo central é ampliar a presença dinamarquesa na região ártica, diante de tensões e interesse internacional sobre a Groenlândia. As operações envolvem cooperação com outros países europeus e reforço logístico.
Reações locais e contexto estratégico
O governo da Groenlândia divulgou orientações para a população em caso de crise, descritas pelo ministro da Autossuficiência como uma apólice de seguro, com a expectativa de não precisar ser acionada. Com isso, a ilha mantém canais de comunicação e preparação institucional.
Ainda durante o fórum de Davos, o presidente dos Estados Unidos afirmou que não pretende usar a força para tomar a Groenlândia, dizendo buscar negociações imediatas sobre o território, em meio às discussões sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade