- O primeiro-ministro da Eslovênia, Robert Golob, disse que o país não aceitará o convite de Donald Trump para integrar o chamado “Board of Peace”.
- O objetivo inicial da iniciativa é pôr fim ao conflito em Gaza, com expansão para outras guerras no futuro.
- Golob afirmou que o mandato da comissão é demasiado amplo e pode ameaçar a ordem internacional baseada na Carta das Nações Unidas.
- Ele informou que não participará da assinatura da carta de fundação em Davos, e sim de uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas.
- Eslovênia é membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
A Eslovênia não aceitará o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar o chamado Board of Peace, informou o primeiro-ministro Robert Golob. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, em Belgrado, na Sérvia.
Golob disse que o mandato do comitê é excessivamente amplo e pode comprometer a ordem internacional baseada na Carta das Nações Unidas. A fala foi citada pela agência N1.
Segundo o premiê, embora haja apreço por iniciativas que busquem acalmar a região, o convite representa uma interferência que vai além da pacificação em Gaza, alcançando o quadro internacional.
Alguns aliados tradicionais dos EUA receberam a proposta com cautela ou recusaram, temendo impactos para o trabalho da Organização das Nações Unidas. Outros países aceitaram, inclusive alguns com relações tensas com Washington.
Golob afirmou que não participará da assinatura da carta fundador do projeto no Fórum Econômico Mundial, em Davos, mas acompanhará a reunião de chefes de governo da União Europeia em Bruxelas. A Eslovênia é membro da UE e da OTAN.
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