- Espanha defende que a UE crie um exército conjunto como medida de dissuasão, afirmou o ministro dos Relações Exteriores, José Manuel Albares, em Davos.
- Primeiro, integrar os ativos tangíveis da indústria de defesa europeia e, depois, mobilizar uma coalizão de países dispostos.
- Albares afirma que um esforço conjunto seria mais eficiente do que 27 exércitos nacionais, sem substituir a OTAN.
- A ideia surge antes de uma reunião emergencial de líderes da UE em Bruxelas para coordenar resposta à possível compra ou anexação da Groenlândia pelos EUA.
- A proposta remonta a 1951, quando se pensou em defesa europeia contra a União Soviética; foi rejeitada pela França em 1954. Albares afirmou que é tarefa da sua geração concluir o objetivo.
A Espanha pediu, nesta quarta-feira, a criação de uma força militar comum da União Europeia como medida de dissuasão. O ministro espanhol das Relações Exteriores, Jose Manuel Albares, fez as declarações à Reuters em Davos, antes de um dia de reuniões.
Albares argumentou que o foco inicial deve ser integrar de forma prática os ativos de defesa do bloco, principalmente a indústria, para depois mobilizar uma coalizão de países dispostos a contribuir. Ele afirmou que a união de esforços seria mais eficiente do que 27 exércitos nacionais separados.
O objetivo é demonstrar que a Europa não aceitará ser coagida militarmente ou economicamente, acrescentou o chanceler espanhol. A ideia, porém, não visa substituir a OTAN, segundo ele, mas fortalecer a defesa europeia dentro do quadro atlântico.
As declarações chegam antes de uma reunião emergencial em Bruxelas, para coordenar uma resposta conjunta a supostas ameaças de Donald Trump em relação à Groenlândia. Um porta-voz do Conselho confirmou que o encontro ocorrerá, mesmo após a controversial divulgação de Trump sobre o tema.
Albares lembrou que o conceito de integrar forças nacionais em uma defesa europeia supranacional remonta a 1951, criado para contrapor a União Soviética, mas foi rejeitado pela França em 1954. A ideia de defesa europeia faz parte da origem da UE, ressaltou.
Ele completou que, segundo sua visão, é necessário que a atual geração termine esse desafio, reforçando a importância de cooperação transatlântica. Apesar das mudanças recentes, o ministro frisou que o objetivo não é substituir instituições existentes, mas ampliar capacidades comuns.
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