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Espanha propõe força militar conjunta da UE em disputa com Groenlândia

Ministro espanhol defende exército comum da União Europeia para dissuasão, priorizando integração da indústria de defesa e coalizão de voluntários

Spain's Foreign Minister Jose Manuel Albares speaks with India's Foreign Minister Subrahmanyam Jaishankar during a visit to New Delhi, India, January 21, 2026. Spain's Foreign Ministry/Handout via REUTERS
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  • Espanha defende que a UE crie um exército conjunto como medida de dissuasão, afirmou o ministro dos Relações Exteriores, José Manuel Albares, em Davos.
  • Primeiro, integrar os ativos tangíveis da indústria de defesa europeia e, depois, mobilizar uma coalizão de países dispostos.
  • Albares afirma que um esforço conjunto seria mais eficiente do que 27 exércitos nacionais, sem substituir a OTAN.
  • A ideia surge antes de uma reunião emergencial de líderes da UE em Bruxelas para coordenar resposta à possível compra ou anexação da Groenlândia pelos EUA.
  • A proposta remonta a 1951, quando se pensou em defesa europeia contra a União Soviética; foi rejeitada pela França em 1954. Albares afirmou que é tarefa da sua geração concluir o objetivo.

A Espanha pediu, nesta quarta-feira, a criação de uma força militar comum da União Europeia como medida de dissuasão. O ministro espanhol das Relações Exteriores, Jose Manuel Albares, fez as declarações à Reuters em Davos, antes de um dia de reuniões.

Albares argumentou que o foco inicial deve ser integrar de forma prática os ativos de defesa do bloco, principalmente a indústria, para depois mobilizar uma coalizão de países dispostos a contribuir. Ele afirmou que a união de esforços seria mais eficiente do que 27 exércitos nacionais separados.

O objetivo é demonstrar que a Europa não aceitará ser coagida militarmente ou economicamente, acrescentou o chanceler espanhol. A ideia, porém, não visa substituir a OTAN, segundo ele, mas fortalecer a defesa europeia dentro do quadro atlântico.

As declarações chegam antes de uma reunião emergencial em Bruxelas, para coordenar uma resposta conjunta a supostas ameaças de Donald Trump em relação à Groenlândia. Um porta-voz do Conselho confirmou que o encontro ocorrerá, mesmo após a controversial divulgação de Trump sobre o tema.

Albares lembrou que o conceito de integrar forças nacionais em uma defesa europeia supranacional remonta a 1951, criado para contrapor a União Soviética, mas foi rejeitado pela França em 1954. A ideia de defesa europeia faz parte da origem da UE, ressaltou.

Ele completou que, segundo sua visão, é necessário que a atual geração termine esse desafio, reforçando a importância de cooperação transatlântica. Apesar das mudanças recentes, o ministro frisou que o objetivo não é substituir instituições existentes, mas ampliar capacidades comuns.

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