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Europa pronta para criar seu próprio exército

Diante de Trump, a Europa avalia um Conselho de Segurança Europeu e uma força própria de até cem mil militares para fortalecer defesa sem depender dos EUA

French President Emmanuel Macron delivers remarks during a meeting with leaders of artificial intelligence companies during the World Economic Forum in Davos, Switzerland, on Jan. 20.
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  • O comissário de defesa da UE, Andrius Kubilius, sugeriu a criação de um Conselho de Segurança Europeu com 10 a 12 países, que poderia comandar até 100 mil tropas em regime permanente.
  • A ideia de um efetivo europeu não é nova, mas enfrenta resistência histórica de alguns países e questões sobre quem comandaria e qual papel caberia à Comissão Europeia.
  • Em resposta ao papel dos Estados Unidos, seis países europeus — Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Espanha — assinaram uma declaração conjunta declarando que Groenlândia pertence a seu povo, e apenas Dinamarca e Groenlândia decidem sobre relações.
  • Tropas europeias já participaram de missões na Groenlândia, em contexto de tensão entre EUA e Dinamarca; o objetivo oficial é discutir segurança frente a ameaças russas e chinesas no Ártico.
  • A reportagem aponta que, diante da “nova realidade” política, a Europa precisa discutir um caminho de segurança independente de um NATO liderado pelos EUA, explorando estruturas como o Conselho de Segurança Europeu ou alternativas como o G-7 e a Comunidade Política Europeia.

Europeia discute possibilidade de força própria diante de incertezas com Washington

A ideia de um exército europeu ganhou novas leituras diante da escalada de provocações do governo dos EUA. Em meio a declarações públicas de Donald Trump sobre Greenland e outras provocações, líderes europeus buscam alternativas para garantir segurança sem depender exclusivamente dos EUA.

Andrius Kubilius, comissário de defesa da União Europeia, apresentou a proposta de um Conselho de Segurança Europeu composto por 10 a 12 países, capaz de comandar até 100 mil tropas permanentes. A liderança seria da Comissão Europeia, segundo a leitura inicial das fontes.

A discussão não é nova, pois países da UE já debateram ao longo dos anos a formação de uma força europeia com comando comum. Dificuldades históricas incluíram a participação da Comissão e divergências entre grandes e menores Estados sobre soberania e veto.

Entretanto, em 2026, a moeda de troca parece ter mudado. Fontes próximas a Kubilius sugerem que o conceito não seria um órgão sob medida da UE, mas uma estrutura conjunta, potencialmente incluindo o Reino Unido, para ampliar a credibilidade europeia.

Paralelamente, seis países europeus — Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Espanha — assinaram uma declaração conjunta com a Dinamarca em defesa da autonomia de Greenland. O texto afirma que Greenland pertence ao povo dinamarquês e groenlandês, ressaltando a soberania de dirigentes locais diante de pressões.

Em linha com isso, membros da Otan já enviaram tropas a Greenland para apoiar missões de reconhecimento. O objetivo oficial envolve segurança diante de ameaças russas e chinesas na região ártica, mas o gesto é interpretado como mensagem ao governo americano.

Mudança de eixo na defesa europeia

Especialistas afirmam que o debate sobre uma força europeia não envolve apenas capacidades militares, mas também governança e desenho institucional. A experiência com estruturas existentes, como a Berlin Plus, é citada para ilustrar entraves políticos.

Analistas lembram ainda que países fronteiriços e pequenos estados podem resistir a uma centralização de comando sob a UE, por receio de perder autonomia estratégica. Mesmo entre defensores, há divergências sobre o papel da Comissão Europeia.

Apesar das dúvidas, a conjuntura de 2026 aponta para uma reavaliação profunda da segurança europeia. Observadores sinalizam que a UE pode buscar caminhos como estruturas de cooperação entre blocos, sem depender exclusivamente de alianças existentes.

A avaliação comum entre fontes próximas aos dirigentes é de que a Europa precisa de uma leitura atualizada sobre defesa e de instrumentos que permitam respostas rápidas, com ou sem a participação direta dos Estados Unidos.

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