- Partidos de extrema direita e populistas europeus que antes elogiavam Trump agora se distanciam dele por causa da incursão militar na Venezuela e da tentativa de adquirir Groenlândia.
- A gestão de Trump, que apoiava tais movimentos, enfrenta ceticismo crescente na Europa, especialmente após prometer tarifas sobre vários países da UE caso não permitam a compra de Groenlândia.
- Na Alemanha, a AfD criticou Trump, e pesquisas mostraram que a maioria dos alemães o vê mais como adversário do que como aliado.
- Nem todos os grupos reagiram da mesma forma: alguns elogiaram a remoção de Nicolás Maduro, mas permaneceram em silêncio sobre Groenlândia; outros defendem uma solução bilateral entre EUA e Dinamarca.
- Na Itália, a premiê Giorgia Meloni criticou as tarifas, enquanto o vice-primer ministro Matteo Salvini responsabilizou países europeus que enviaram tropas pela escalada nas relações com Washington.
A alinhamento entre partidos de extrema-direita e populistas europeus com Donald Trump vem se desfazendo diante da nova postura do presidente dos EUA sobre a Venezuela e a Greenland. O tema ganhou força após a escalada de ações militares e a tentativa de aquisição da Groenlândia, território cedido pela Dinamarca.
Em 2026, a administração Trump tem sido recebida com entusiasmo por parte de correntes de direita na Europa, que viam semelhanças em pautas como imigração e mudanças climáticas. No entanto, o cenários mudou com críticas crescentes ao que muitos classificam como políticas agressivas na política externa.
Mudança de tom na Alemanha
A alternativa para a Alemanha, AfD, criticou Trump por violar promessas de não intervir em outros países. A cúpula do partido afastou-se de métodos considerados precipitados. Pesquisas indicam queda de apoio entre alemães, com a maioria vendo Trump como adversário e não como aliado.
Reação na Europa Ocidental e além
Alguns grupos europeus, como o Dutch Party for Freedom e Vox, na Espanha, elogiaram Trump pela retirada de Nicolás Maduro, mas evitaram comentar sobre a ameaça à Groenlândia. Outros defendem que a questão seja resolvida bilateralmente entre EUA e Dinamarca.
Críticas italianas e posição húngara
A premiê italiana Giorgia Meloni disse que a decisão de impor tarifas foi um erro e destacou a necessidade de diálogo entre Washington e Bruxelas. O governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, pediu solução bilateral entre EUA e Dinamarca.
Observadores e contexto estratégico
Especialistas avaliam que a coesão de partidos nacionalistas diante de uma política externa comum é difícil devido a interesses nacionais divergentes. A expectativa é de que a posição dos europeus permaneça volátil diante de novos movimentos dos EUA.
Entre na conversa da comunidade