- O governo sírio avançou sobre áreas no Raqqa, Deir al-Zor e partes de Hasakah, incluindo os maiores campos de petróleo, uma grande usina hidrelétrica, áreas agrícolas, prisões que abrigam militantes do Estado Islâmico e um campo de civis ligados ao grupo.
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- A ofensiva levou a recuo das forças lideradas pelos curdos (YPG) para áreas de maioria curda; o cessar-fogo de 20 de janeiro deu quatro dias para a SDF apresentar um plano para a fusão das enclaves remanescentes em Hasakah.
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- Se for fechado um acordo, as tropas do governo não entrarão nas duas cidades que ainda permanecem sob controle da SDF: Hasakah e Qamishli, ambas com maioria curda.
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- Nos Estados Unidos, a posição tem mostrado ambiguidade entre manter laços com a SDF e não respaldar plenamente a autonomia; a relação com a Turquia complica a política regional.
O governo sírio avançou contra as forças lideradas pelos curdos no nordeste do país, com apoio de tropas regulares que tomaram áreas sob controle curdo em Alepo e, na sequência, empurraram-se para o leste. A ofensiva busca, segundo Damasco, forçar a integração total das forças curdas na segurança do país.
As operações abrangem as províncias de Raqqa, Deir al-Zor e partes de Hasakah. Entre os territórios estão grandes campos de petróleo, uma barragem hidroelétrica, áreas agrícolas e instalações prisionais, além de um campo onde civis ligados ao Estado Islâmico estão detidos.
A linha de frente mudou após semanas de tensão entre o governo e as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos YPG. O SDF nega uma rendição de autonomia regional, apontando temores de dominação de Damasco.
Mazloum Abdi, comandante do SDF, afirmou que as áreas tomadas estavam sob controle curdo e que o grupo recuou para áreas de maioria curda. Um cessar-fogo acordado em 20 de janeiro deu quatro dias para tratar da fusão de enclaves remanescentes em Hasakah.
Caso haja acordo, as tropas do governo não entrarão em Hasakah cidade e em Qamishli, cidades com maior presença curda. A parte envolvida continua em negociações sobre a forma de governança nas áreas remanescentes sob SDF.
A posição dos Estados Unidos tem sido de apoio tático ao SDF, sem respaldar um objetivo político de autonomia plena. A Turquia, aliada da Otan, vê o YPG como extensão do PKK e tem se oposto às ações.
Analistas destacam que o cessar-fogo deixa espaço para negociações sobre garantias de segurança e a estrutura de governança nas áreas sob controle curdo. O ritmo das conversas permanece essencial para evitar novo conflito.
Segundo observadores, o foco está em definir se o regime centralizado prevalecerá ou se haverá um modelo mais descentralizado para as áreas remanescentes do SDF. O tempo é curto, com quatro dias para avançar nos acordos.
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