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Governo sírio avança contra curdos, redesenhando mapa regional

Forças do governo sírio ampliam controle no nordeste, incluindo campos de petróleo e represa, enquanto seguem negociações para integração das forças curdas

Military members gather near Raqqa prison, where the Syrian army is besieging SDF members after the army took control of the city of Raqqa, Syria January 19, 2026. REUTERS/Mahmoud Hassano/File Photo
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  • O governo sírio avançou sobre áreas no Raqqa, Deir al-Zor e partes de Hasakah, incluindo os maiores campos de petróleo, uma grande usina hidrelétrica, áreas agrícolas, prisões que abrigam militantes do Estado Islâmico e um campo de civis ligados ao grupo.

  • A ofensiva levou a recuo das forças lideradas pelos curdos (YPG) para áreas de maioria curda; o cessar-fogo de 20 de janeiro deu quatro dias para a SDF apresentar um plano para a fusão das enclaves remanescentes em Hasakah.

  • Se for fechado um acordo, as tropas do governo não entrarão nas duas cidades que ainda permanecem sob controle da SDF: Hasakah e Qamishli, ambas com maioria curda.

  • Nos Estados Unidos, a posição tem mostrado ambiguidade entre manter laços com a SDF e não respaldar plenamente a autonomia; a relação com a Turquia complica a política regional.

O governo sírio avançou contra as forças lideradas pelos curdos no nordeste do país, com apoio de tropas regulares que tomaram áreas sob controle curdo em Alepo e, na sequência, empurraram-se para o leste. A ofensiva busca, segundo Damasco, forçar a integração total das forças curdas na segurança do país.

As operações abrangem as províncias de Raqqa, Deir al-Zor e partes de Hasakah. Entre os territórios estão grandes campos de petróleo, uma barragem hidroelétrica, áreas agrícolas e instalações prisionais, além de um campo onde civis ligados ao Estado Islâmico estão detidos.

A linha de frente mudou após semanas de tensão entre o governo e as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos YPG. O SDF nega uma rendição de autonomia regional, apontando temores de dominação de Damasco.

Mazloum Abdi, comandante do SDF, afirmou que as áreas tomadas estavam sob controle curdo e que o grupo recuou para áreas de maioria curda. Um cessar-fogo acordado em 20 de janeiro deu quatro dias para tratar da fusão de enclaves remanescentes em Hasakah.

Caso haja acordo, as tropas do governo não entrarão em Hasakah cidade e em Qamishli, cidades com maior presença curda. A parte envolvida continua em negociações sobre a forma de governança nas áreas remanescentes sob SDF.

A posição dos Estados Unidos tem sido de apoio tático ao SDF, sem respaldar um objetivo político de autonomia plena. A Turquia, aliada da Otan, vê o YPG como extensão do PKK e tem se oposto às ações.

Analistas destacam que o cessar-fogo deixa espaço para negociações sobre garantias de segurança e a estrutura de governança nas áreas sob controle curdo. O ritmo das conversas permanece essencial para evitar novo conflito.

Segundo observadores, o foco está em definir se o regime centralizado prevalecerá ou se haverá um modelo mais descentralizado para as áreas remanescentes do SDF. O tempo é curto, com quatro dias para avançar nos acordos.

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