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Japão reativa a maior usina nuclear do mundo

Japão reativa a maior usina nuclear do mundo, Kashiwazaki-Kariwa, com apenas um de sete reatores em operação, diante de protestos

A usina de Kashiwazaki-Kariwa, em imagem de 2007 – foto: Jiji Press/AFP
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  • A usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, retomou operações nesta quarta-feira, 21, pela primeira vez desde o desastre de Fukushima em 2011.
  • Na primeira fase, apenas um dos sete reatores da usina foi reativado.
  • A reativação ocorreu às 19h02 locais, conforme informou Tatsuya Matoba, porta-voz da Tokyo Electric Power Company (Tepco).
  • O governo da província de Niigata, onde a usina está localizada, havia autorizado a retomada no mês passado, mesmo com 60% da população contrária à medida em uma pesquisa da própria região.
  • Na véspera, dezenas de manifestantes protestaram contra a reativação próximo à entrada da usina, que fica às margens do mar do Japão.

A usina de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo em capacidade, reativou operações nesta quarta-feira 21 pela primeira vez desde o desastre de Fukushima em 2011. Localizada na província de Niigata, a retomada ocorre apesar de resistência pública expressa ao redor do tema.

Na fase inicial, apenas um dos sete reatores foi colocado em funcionamento, segundo anúncio da operadora. A reativação ocorreu às 19h02, no horário local (7h02 em Brasília), conforme informou o porta-voz da Tepco, Tatsuya Matoba.

Contexto público e político

O governador de Niigata aprovou a reativação no mês passado, mesmo com pressão popular. Uma pesquisa feita pela própria província em setembro apontou 60% de desaprovação e 37% de apoio à reativação. A divulgação evidencia o desafio de equilibrar demanda energética e percepção de risco.

Na terça-feira, moradores e ativistas protestaram na neve perto da entrada da usina, questionando a decisão. Um morador de 73 anos disse à AFP que a energia de Tóquio depende de Kashiwazaki, e que os residentes não devem arcar com riscos apenas pela demanda da capital.

A usina foi desligada após o fechamento de todos os reatores japoneses pós Fukushima, em 2011. Desde então, o governo tem mantido um regime de fiscalização e testes para reativação gradual de unidades nucleares.

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