- O julgamento por segurança nacional de Chow Hang-tung, Lee Cheuk-yan e Albert Ho começa nesta quinta-feira em Hong Kong, acusados de incitar subversão.
- Eles foram membros-chave da Hong Kong Alliance, grupo que organizava a vigília anual para lembrar Tiananmen na cidade.
- A pena máxima, caso sejam condenados, é de dez anos de prisão; a taxa de condenação sob a lei de segurança é geralmente alta.
- O processo será conduzido por três juízes designados pelo governo para casos de segurança nacional, sem júri; entre eles está Alex Lee, que presidiu o julgamento de Jimmy Lai.
- A vigília anual foi proibida em 2020 durante a pandemia e a Alliance se dissolveu em 2021, em meio a pressões cada vez maiores do governo sobre dissidência.
O tribunal de segurança nacional de Hong Kong começa nesta quinta-feira o julgamento de três ativistas pró-democracia que organizaram a vigília anual em memória da repressão de Tiananmen. Chow Hang-tung, Lee Cheuk-yan e Albert Ho são acusados de incitar subversão sob a lei de segurança nacional.
Os três foram integrantes-chave da Hong Kong Alliance, entidade que durante décadas organizou o memorial para as vítimas de 1989 em Pequim. A vigília foi proibida em 2020, durante a pandemia, em meio a um aperto sobre a expressão pública na região.
O processo ocorre diante de três magistrados nomeados pelo governo para casos de segurança nacional, sem júri, e pode levar até 10 anos de prisão em caso de condenação. A defesa tem alegado perseguição política em meio ao endurecimento do aparato legal.
Chow Hang-tung é reconhecida internacionalmente por seu trabalho em defesa dos direitos humanos, enquanto Lee Cheuk-yan e Albert Ho já ocuparam mandatos no parlamento local e já enfrentaram condenações por celebrações não autorizadas ligadas a protestos de 2019-2020.
O caso se soma a outras ações envolvendo dissidentes na esfera de segurança nacional, como julgamentos de figuras pró-democracia e casos de oposição a autoridades. Organizações de direitos humanos acompanham o desenrolar do tribunal.
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