- O primeiro-ministro Keir Starmer deve visitar a China na próxima semana, liderando uma delegação de grandes empresas britânicas.
- A viagem ocorre após o governo do Reino Unido aprovar a construção de uma nova embaixada chinesa em Londres, próximo ao Tower of London.
- A delegação inclui empresas como BP, HSBC, Intercontinental Hotels Group, Jaguar Land Rover e Rolls‑Royce.
- Residentes planejam contestar legalmente a decisão de permitir a construção, enquanto parlamentares de diferentes correntes expressam oposição.
- O governo afirma que a China cumpriu as normas internacionais ao planejar a embaixada; o assessor de segurança nacional já havia visitado Pequim para tratar do tema.
Keir Starmer viajará à China na próxima semana acompanhado de um grupo de grandes empresas britânicas, segundo a Reuters. A delegação deve incluir companhias como BP, HSBC, Intercontinental Hotels Group, Jaguar Land Rover e Rolls-Royce. A viagem ocorre após a aprovação governamental da construção de um megaempreendimento diplomático chinês em Londres.
O governo britânico não se pronunciou de imediato sobre a viagem. Jonathan Powell, assessor de segurança nacional, esteve em Pequim em novembro para encontros com Wang Yi, conforme apurado. A decisão de seguir com o giro acontece em meio a uma reaproximação de relações entre Reino Unido e China.
A autorização para a China erguer a nova embaixada na capital britânica foi dada pelo secretário de Comunidades, Steve Reed, após avaliação de riscos de segurança. Procurada pela imprensa, a assessoria de Reed não comentou. Observadores destacam o contexto de tensões políticas.
Embaixada e contexto diplomático
Beijing afirma ter conduzido o planejamento da nova embaixada em conformidade com padrões diplomáticos internacionais. O porta-voz Guo Jiakun reiterou que a construção faz parte de obrigações internacionais do país anfitrião, sem dar detalhes adicionais.
A imprensa britânica aponta resistência local à obra, com residentes apresentando recursos legais que podem atrasar o projeto por meses ou anos. Parlamentares de diferentes espectros também manifestaram oposição à autorização.
O acordo para retomar laços com a China acontece em meio a controvérsias anteriores, entre elas a suspensão de acusações de espionagem envolvendo dois homens ligados a Beijing. A relação bilateral tem passado por fases de ajuste estratégico.
A formação do UK-China CEO Council, que reúne executivos das empresas britânicas, foi concebida em 2018 durante a gestão de Theresa May. A edição atual manteria representantes de bancos, telecomunicações e indústria, segundo relatos.
O último primeiro-ministro do Reino Unido a visitar a China foi Theresa May, em 2018. Em 2025, Rachel Reeves acompanhou uma missão empresarial à China, anunciando investimentos. Diversos altos dirigentes britânicos têm visitado o país recentemente para negociações.
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