- Lula e Erdogan conversaram por telefone sobre a situação em Gaza e os esforços para a paz, incluindo o convite de Donald Trump para o Conselho de Paz de Gaza.
- Erdogan já aceitou participar da iniciativa; Lula ainda não decidiu, analisando o documento e as implicações.
- O Conselho de Paz é visto como uma “ONU paralela”; tem mandato de três anos ou cargo vitalício mediante pagamento de US$ 1 bilhão em dinheiro vivo.
- A medida gerou preocupação de autoridades mundiais e pode enfraquecer as Nações Unidas, segundo a Reuters, com convites enviados a cerca de sessenta países.
- Em termos de comércio, Brasil e Turquia somaram mais de US$ 5,5 bilhões em 2025; foram acordadas reuniões entre setores privados, com Erdogan destacando interesse de empresas turcas em investir no Brasil, principalmente em infraestrutura.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, falaram por telefone nesta quarta-feira, 21. O tema foi a situação em Gaza e os esforços internacionais para a paz na região. O Planalto informou que Lula ainda não decidiu aceitar o convite de Trump para integrar o Conselho de Paz de Gaza.
O Conselho de Paz é apresentado como uma espécie de “ONU paralela” idealizada pelo presidente dos EUA. Erdoğan já confirmou participação. Trump enviou convites a cerca de 60 lideranças para compor a iniciativa, que prevê mandatos de três anos, com possibilidade de cargos vitalícios mediante pagamento em dinheiro.
O envio das cartas gerou apreensão entre autoridades, principalmente na Europa, que rivalizam com a ONU e questionam impactos da proposta no cenário internacional. O Planalto afirmou que Lula analisa detalhadamente o documento e as implicações da adesão.
Comércio bilateral
Em paralelo, Lula e Erdoğan trataram de temas da agenda econômica e da necessidade de ampliar e diversificar o comércio entre Brasil e Turquia. Em 2025, o intercâmbio comercial entre os dois países superou US$ 5,5 bilhões, segundo as informações oficiais.
Durante a conversa, ficou acordada a organização de encontros entre setores privados dos dois países, com foco em oportunidades de investimento. O governo brasileiro informou que Erdoğan destacou o interesse de empresas turcas em investir no Brasil, especialmente em infraestrutura.
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