- Mark Carney afirmou em Davos que o sistema de governança global liderado pelos EUA vive uma ruptura, com a competição entre grandes potências e um order baseado em regras que está em declínio, não voltando ao normal anterior a Trump.
- O Canadá se beneficiou do antigo sistema; agora as potências médias devem agir juntas, pois, se não estiverem à mesa, estão no cardápio.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, chegará a Davos para discutir Greenland, em meio a tensões com países europeus sobre tarifas e a relação com a Otan.
- Líderes europeus, como o presidente francês, criticaram a postura dos EUA e deixaram claro que não concordam com agressividade na política externa, mantendo união frente a Greenland.
- Carney ressaltou que o Canadá precisa agir de forma ambiciosa, não apenas erguer muros, e mencionou que o país estaria preparando respostas estratégicas a cenários de invasão, de acordo com reportagens da imprensa canadense.
O mundo vive uma ruptura na ordem internacional liderada pelos Estados Unidos, segundo Mark Carney. Em Davos, ele afirmou que o sistema baseado em regras está se desfazendo, com maior competição entre grandes potências e enfatizou a necessidade de adaptação.
Carney destacou que o atual cenário reduziu a percepção de retorno ao normal anterior a Trump. Ele afirmou que o país governa com hegemonia antiga que ofereceu bens públicos, como rotas marítimas abertas e segurança coletiva, mas que agora predomina a rivalidade entre potências.
O cientista político enfatizou que países de médias potências, como Canadá, não devem esperar que a conformidade garanta segurança. Segundo ele, é hora de atuação conjunta, pois ficar à margem coloca no cardápio o que não está à mesa.
Tendência estratégica: Greenland e o eixo transatlântico
Trump chega a Davos para discutir Greenland, tema que pode pressionar a aliança NATO. O líder americano sinalizou tarifas contra países europeus que apoiam a Dinamarca na questão, enquanto Macron avisou sobre o risco de imperialismo.
Trump se reunirá com líderes europeus no fórum e pretende manter encontros sobre Greenland. O território autônomo dinamarquês é defendido por seus aliados como vital para segurança diante deRussia e China, em meio a oActivação de vias marítimas no Ártico.
O Canadá reage de forma cautelosa a essas tensões. A imprensa local divulgou que o país, ao lado de suas forças, já trabalha em cenários de resposta a uma possível invasão americana, reforçando a importância de ações coordenadas entre aliados. AFP acompanha o desenvolvimento dos fatos.
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