Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O Conselho da Paz de Trump e a participação da ONU

Trump convoca dezenas de líderes para o Conselho da Paz, com poder de supervisionar Gaza e potencialmente enfraquecer o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas

Fotografai do Trump.
0:00
Carregando...
0:00
  • Donald Trump convidou dezenas de líderes mundiais para integrar o “Conselho da Paz” (Board of Peace), criado para supervisionar a Faixa de Gaza durante um governo de transição.
  • O debate envolve um alcance maior do conselho e a possibilidade de enfraquecer o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
  • O Conselho foi proposto pelos Estados Unidos em novembro de 2025 e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, com 13 votos a favor e abstenções de China e Rússia; a supervisão é sobre o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, que pode reportar ao CSNU a cada seis meses.
  • O grupo de líderes selecionados para três anos inclui Lula, Putin, Keir Starmer, Macron e Milei; o rascunho do estatuto prevê cargo vitalício de liderança para Trump e a possibilidade de veto a membros.
  • Países que quiserem permanecer como membros permanentes devem pagar US$ 1 bilhão para a reconstrução de Gaza; não há indicação de participação de representantes palestinos até o momento.

O Conselho da Paz proposto por Donald Trump visa supervisionar a Faixa de Gaza durante um governo de transição e já ganhou apoio de dezenas de líderes mundiais. A iniciativa pode ampliar o papel original do órgão além do que foi discutido na ONU. A proposta surge em meio a negociações intensas sobre o fim do conflito na região.

O Conselho foi apresentado inicialmente em novembro de 2025, com aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A votação ocorreu com 13 votos a favor, enquanto China e Rússia se abstiveram. A ideia é criar um órgão internacional com mandato de três anos, para fiscalizar o trabalho de um governo de transição para Gaza.

O objetivo formal é supervisionar o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela reconstrução após anos de bombardeios que deixaram dezenas de milhares de mortos. O comitê deverá prestar contas ao Conselho de Segurança a cada seis meses.

Entre os convidados para integrar o Conselho estão líderes de diversas nações, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Vladimir Putin, Keir Starmer, Emmanuel Macron e Javier Milei. O rascunho do estatuto prevê a liderança vitalícia de Trump e concede poder de veto sobre adesões de países.

Estrutura e financiamento

Documentos obtidos pela Bloomberg indicam que o Conselho pode exigir que membros interessados em permanência paguem US$ 1 bilhão para financiar a reconstrução de Gaza. Um conselho executivo específico para Gaza já conta com o investidor Yakir Gabay, mas não há confirmação sobre representantes palestinos.

A proposta é encarada por críticos como uma alternativa, ou até substituta, ao papel da ONU em determinadas áreas. Em coletiva de imprensa no dia 20 de janeiro, Trump afirmou que a ONU não tem sido útil e que não recorrerá às suas vias para resolver conflitos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais