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Presidente eleito do Chile nomeia opositor ao aborto como ministro da Igualdade de Gênero

Chile designa opositora do aborto como ministra da mulher e igualdade de gênero, sinalizando linha conservadora e possível impacto político

Chile's president-elect, José Antonio Kast, greets Judith Marín as he names her the women and gender equity minister in Santiago on Tuesday.
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  • José Antonio Kast anunciou seu primeiro gabinete, nomeando Judith Marín como ministra de mulheres e igualdade de gênero.
  • Marín é conhecida oponente da descriminalização do aborto e defende a vida “desde a concepção até a morte natural”; já foi retirada do Senado por gritar “voltem para o Senhor”.
  • Ela é evangélica e ex-aluna de grupo estudantil ligado a uma organização cristã de ultradireita.
  • O ministério de Kast terá maioria de membros conservadores, com 13 homens e 11 mulheres, média de idade de 54 anos, incluindo dois ministros que atuaram junto a Augusto Pinochet.
  • Kast, que tomará posse em 11 de março, venceu com discurso anti-crime e anti-migração; o Chile discute projeto para descriminalizar o aborto até 14 semanas em qualquer hipótese.

José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, anunciou nesta semana Judith Marín como ministra de Mulheres e Igualdade de Gênero. Marín é oposição veemente ao aborto e já afirmou apoiar a vida “desde a concepção até a morte natural”.

A nomeação ocorreu durante uma cerimônia noturna em um bairro sofisticado de Santiago. Kast ressaltou que o gabinete é um “unido” para enfrentar uma suposta emergência nacional, mantendo posição firme em temas morais defendidos ao longo de sua carreira.

Judith Marín, 30 anos, foi jogada para fora do Senado em meio a manifestações durante votação sobre a descriminalização do aborto em circunstâncias restritas. Ex-líder estudantil de grupo religioso conservador, ela já atuou em frentes associadas a correntes ultraconservadoras.

Composição do governo e contexto legislativo

O consórcio ministerial, composto majoritariamente por integrantes da direita, inclui 13 homens e 11 mulheres, com média de 54 anos. Dois ministros são advogados que já atuaram em casos ligados a Augusto Pinochet.

Fernando Barros assumirá a Defesa e Fernando Rabat será o ministerio da Justiça. Ambos têm histórico de defesa de Pinochet em ações judiciais. Castle mantém distância de temas sociais mais radicais em público, mas sustenta convicções conservadoras.

Pelo lado legislativo, o Chile discute, desde 2023, um projeto do governo de Boric que amplia a descriminalização do aborto até a 14ª semana. A reforma enfrenta resistência de setores conservadores e precisa de amplo apoio no Congresso.

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