- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu a transferência de 37 operativos de cartéis mexicanos para os EUA como decisão soberana.
- Foi o terceiro voo desse tipo neste ano, desde que Donald Trump voltou à Casa Branca.
- Analistas alertam que, embora seja um canal de pressão eficaz, o retorno pode estar diminuindo e pode aumentar a pressão política sobre Sheinbaum.
- O governo dos EUA busca ampliar operações conjuntas para desmantelar laboratórios de fentanil no México, mas a soberania mexicana é um entrave.
- Especialistas destacam a possibilidade de haver influência de políticos ligados a redes criminosas e a necessidade de enfrentar esses vínculos.
A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum defendeu a transferência de 37 operativos de cartéis para os Estados Unidos como uma decisão soberana. O envio ocorreu neste ano, já é o terceiro voo desse tipo desde que Donald Trump reassumiu a presidência. A operação busca reduzir pressão norte-americana para ações adicionais contra narcotraficantes.
Analistas alertam que a medida funciona como válvula de pressão, mas podem surgir limitações ao longo do tempo. Eles ressaltam que a relação entre México e EUA fica ainda mais complexa conforme aumentar a participação de políticos ligados ao crime nas negociações.
O governo mexicano não detalha o embasamento legal das missões, realizadas fora do usual processo de extradição. O ministro da Segurança, Óscar Harfuch, descreveu os transferidos como criminosos de alto impacto que representam ameaça à segurança nacional.
Sheinbaum já havia sinalizado que novas remessas poderiam ocorrer para atender às exigências de Washington. A última leva incluiu integrantes do Cartel Jalisco Nueva Generación e do Cartel del Noreste, além de Pedro Inzunza Noriega, identificado como traficante de fentanyl.
Especialistas observam que, mesmo com o retorno de Trump, a cooperação entre os dois países permanece ambígua. Há receios de que ações unilaterais dos EUA gerem instabilidade política e impactos no comércio.
O tema também envolve a renegociação do acordo comercial USMCA, que liga México, EUA e Canadá. Observadores afirmam que a agenda de segurança e comércio está cada vez mais entrelaçada, elevando o peso das decisões de Sheinbaum.
Alguns analistas destacam que o governo mexicano já vem restringindo fluxos migratórios para reduzir pressões na fronteira. A expectativa é de que seja ampliada a cooperação em políticas de segurança, sem abrir mão da soberania.
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