- Os EUA moveram 150 combatentes do Estado Islâmico de uma prisão na fronteira de Hasakah para o Iraque, e disseram que podem transferir até 7 mil para evitar uma fuga em massa.
- A prisão envolvida é Panorama, que recebe homens de vários países; a mudança de controle ocorreu após as forças sírias apoias pelo governo de Damasco avançarem rapidamente.
- O acampamento de al-Hawl, com mais de 23 mil mulheres e crianças associadas ao IS, também mudou de mãos, com relatos conflitantes sobre fugas de detidos.
- Grupos de direitos humanos estimam que cerca de 55 pessoas do Reino Unido ou com nacionalidade britânica estavam na região; algumas conseguiram deixar segundo relatos.
- A ofensiva síria levou à tomada de Raqqa e a cessar-fogo temporário sobre Raqqa e Deir ez-Zor, que se fragilizou, e os EUA indicaram reduzir o apoio à Força Democrática Síria.
O aumento da insegurança na região nordeste da Síria preocupa autoridades ocidentais, que temem a rearticulação do grupo extremista Estado Islâmico (IS) após derrotas e mudanças de controle nas prisões e campos sob influência curda.
O Exército dos EUA informou ter transferido cerca de 150 combatentes do IS de uma prisão na província de Hasakah para o Iraque. A operação seria realizada para conter o risco de uma fuga em massa, com possibilidade de até 7 mil detentos serem deslocados.
Segundo fontes curdas, a prisão envolvida seria Panorama, que abriga homens de diversos países, incluindo cidadãos britânicos. Não houve detalhes sobre a identidade dos rendidos ao Iraque.
A ofensiva militar do governo sírio, apoiado por forças russas, avançou rapidamente após um cessar-fogo fragilizado. Prisões de ex-membros do IS e um campo com mais de 23 mil mulheres e filhos mudaram de mãos em dias de confrontos.
O campo de al-Hawl, localizado no nordeste, também trocou de controle. O local abriga pessoas de cerca de setenta países e tem sido alvo de relatos conflitantes sobre fugas após a retirada das forças curdas.
Organizações humanitárias dizem não ter conseguido visitar al-Hawl desde o fim de semana, aumentando as preocupações com a segurança e a assistência aos residentes. A situação pode agravar a instabilidade regional.
Especialistas apontam que o risco não é de um califado reerguido, mas de uma insurgência dispersa surgindo em falhas de governança e controle de detentos. Prisões podem ter liberado operativos experientes em meio a tensões.
Na terça-feira, os EUA sinalizaram uma mudança na hawks de apoio à Força Democrática Síria (SDF). O enviado especial para a Síria citou a expiração do papel principal da SDF como força anti-IS, destacando o governo de Damasco como parceiro-chave.
Grupos insurgentes como HTS mantêm posição oposta ao IS, com histórico de rupturas de alianças. Analistas ressaltam que futuras ações exigem recursos, disciplina e capacidade institucional que o governo sírio ainda desenvolve.
O avanço rápido do governo sírio, iniciado no fim de semana, levou à captura de cidades estratégicas, incluindo Raqqa, e a acordos de cessar-fogo para territórios capturados. As negociações recentes ainda dependem de próximos desdobramentos.
Mazloum Abdi, líder da SDF, enfrenta pressões para consultar líderes curdos sobre integração com Damasco. A situação inclui pedidos de maior alinhamento com o governo sírio e novas configurações de segurança na região.
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