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Trump afirma em Davos que pretende comprar a Groenlândia sem força

Em Davos, Trump diz buscar aquisição da Groenlândia sem força, justificando segurança estratégica e defesa dos EUA na região

U.S. President Donald Trump speaks during the 56th annual World Economic Forum (WEF), in Davos, Switzerland, January 21, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • Trump afirmou, em Davos, que os EUA buscam negociar a compra da Groenlândia sem uso da força, destacando a importância estratégica da região.
  • Disse que a Groenlândia é “um pedaço de gelo” devolvido aos dinamarqueses após defendê-la na Segunda Guerra Mundial e que o interesse é estratégico, não pelas riquezas minerais.
  • Criticou a Otan pela falta de contrapartidas, dizendo que os EUA protegem a Europa há décadas e que o pedido pela Groenlândia é a garantia de defesa da região.
  • Sobre a Venezuela, defendeu as ações do governo, afirmando que o petróleo venezuelano atrai empresas petrolíferas e tem ajudado a reduzir custos de combustíveis nos EUA.
  • Na agenda interna e europeia, elogiou o desempenho econômico interno, criticou políticas energéticas e de imigração da Europa e defendeu tarifas para reequilibrar o comércio.

Em Davos, Trump confirmou que os EUA buscam negociar a compra da Groenlândia, território associado à Dinamarca. A medida seria semelhante a aquisições históricas de outras nações europeias, afirmou o presidente, sem recorrer à força. A justificativa envolve segurança estratégica e posição geográfica.

O republicano ressaltou que a Groenlândia é um território pouco desenvolvido, com potencial de defesa e proteção para a Europa e os EUA. Negou interesse por minerais, afirmando tratar-se de uma questão de segurança, não de riquezas. A proposta é apresentada como benefício mútuo.

Trump destacou a defesa da OTAN, acusando o bloco de receber pouco retorno pelos seus gastos. Afirmou que bases norte-americanas ajudam a proteger a Europa e a Groenlândia, e que os EUA financiaram o esforço de defesa sem contrapartidas equivalentes.

Venezuela

O presidente comentou a atuação dos EUA na Venezuela, defendendo ações que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Afirmou que o petróleo venezuelano já atrai empresas internacionais, contribuindo para uma queda nos preços de combustíveis nos EUA.

Política interna

Trump voltou a elogiar políticas internas, afirmando ter reduzido a inflação e ampliado empregos. Questionou a atuação do atual presidente do FED, prometendo anunciar um novo líder em breve. Disse que as ações geram aprovação entre parte da população.

Europa

O tema europeu teve foco em críticas a políticas energéticas e de imigração, consideradas contrárias aos interesses dos EUA. O presidente indicou que a Europa precisa fortalecer alianças e apoiou o uso de tarifas para reequilibrar o comércio.

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