- Trump afirmou em Davos que a Groenlândia é parte da América do Norte e pediu negociações imediatas para a aquisição pelos EUA, sem uso de força.
- Alega que a defesa da ilha exigiria a posse e não um contrato de leasing, dizendo que a ocupação não representaria ameaça à Otan.
- O discurso citou a participação norte‑americana na Segunda Guerra Mundial para justificar a atuação dos EUA e criticou acordos de defesa com base em leasing.
- Trump apresentou supostas conquistas econômicas do último ano e rejeitou a ideia da “green new scam” (novo impulso verde).
- A fala ocorre em meio a ameaças de tarifas a oito países europeus e a atraso causado por uma falha elétrica no Batalhão Aéreo (Air Force One) que obrigou a troca de aeronave.
Donald Trump afirmou em Davos que considera Greenland parte da América do Norte e busca a aquisição do território, sem usar força. O discurso ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíza, diante de milhares de líderes empresariais e políticos.
O presidente dos EUA afirmou que pretende iniciar negociações imediatas para discutir a possível transferência de Greenland para os EUA. Disse ainda que não pretende recorrer à força e que a única condição seria obter um acordo claro com a Dinamarca.
Em sua fala, Trump citou o papel dos EUA na Segunda Guerra Mundial para justificar a defesa de Greenland como uma ilha considerada grande e sem proteção suficiente. Ressaltou que não é viável defender o território por meio de concessão de licença ou arrendamento.
Contexto internacional
Trump argumentou que o acordo não representaria ameaça à Otan, citando a liderança do secretário-geral atual. Reiterou críticas ao que chamou de tratamento desigual com países europeus dentro da aliança.
O discurso também abordou questões econômicas, com Trump apresentando balanço de realizações do governo nos últimos doze meses, incluindo alegações de inflação baixa e rejeição de políticas associadas a uma transição energética que chamou de novo golpe verde.
O presidente chegou a Davos após um atraso técnico na viagem, causado por uma falha elétrica na aeronave presidencial. O tema da posse de Greenland já vinha ganhando destaque no encontro, com repercussões sobre relações transatlânticas e alianças regionais.
Reações e desdobramentos
Entre as aparições notáveis, Mark Carney, primeiro-ministro canadense, usou Davos para alertar sobre a necessidade de coordenação entre potências médias diante de pressões externas. Trump rebateu críticas relacionadas ao papel do Canadá na defesa regional.
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