- O presidente do Conselho da União Europeia, António Costa, afirmou que a UE defenderá a si mesma contra qualquer coerção e protegerá a ordem internacional baseada em regras.
- Em discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Costa disse que a UE tem ferramentas para agir em defesa de seus estados, cidadãos e empresas.
- Ele reforçou que não se pode aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre os direitos dos mais fracos.
- O pronunciamento ocorre no dia em que autoridades da União Europeia e do Mercosul assinaram um acordo de livre comércio, encerrando mais de vinte e cinco anos de negociações, em Assunção, no Paraguai.
O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, afirmou nesta quarta-feira que a União Europeia está preparada para se defender contra qualquer forma de coerção e para proteger a ordem internacional baseada no direito. A declaração foi feita em campanha pelas instituições da UE.
Costa ressaltou que a UE dispõe de instrumentos para defender seus Estados-membros, cidadãos e empresas diante de pressões externas. O tom foi de firmeza e de compromisso com o Estado de direito.
O pronunciamento ocorreu em Estrasburgo, na França, durante sessão do Parlamento Europeu. O presidente enfatizou que a lei não é opcional e que alianças não devem ser apenas uma sequência de transações.
A fala ocorre no mesmo momento em que o bloco europeu e Mercosul fecharam, em Assunção, Paraguai, um acordo de livre comércio, encerrando mais de 25 anos de negociações. A assinatura consolidou uma nova etapa nas relações entre as partes.
Segundo Costa, a UE busca manter a soberania econômica sem abrir mão de regras comuns. O objetivo é preservar a previsibilidade, a estabilidade e a integridade do sistema multilateral.
A postura sustenta que a defesa coletiva é parte central da estratégia europeia para enfrentar desafios geopolíticos. O líder reiterou que a proteção do direito internacional é indispensável para a convivência entre Nações.
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