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Acordo UE-Mercosul pode vigorar provisoriamente a partir de março, afirma diplomata

Acordo EU-Mercosul pode vigorar provisoriamente a partir de março, dependendo da ratificação de um país do Mercosul, com avaliação no Tribunal de Justiça da União Europeia

French farmers protest in Strasbourg against Mercosur trade deal
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  • O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul deve entrar em vigor provisoriamente já em março, assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar.
  • O Paraguai é apontado como o país que deverá ratificar primeiro, abrindo a aplicação provisória.
  • O Parlamento Europeu referiu o tratado ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar sua implementação em até dois anos.
  • O acordo foi assinado em 17 de janeiro, após 25 anos de negociações.
  • Críticos, liderados pela França, argumentam que o acordo aumentará importações de carne, açúcar e aves e prejudicará produtores nacionais; defensores dizem que impulsionará o crescimento econômico e reduzirá a dependência da China.

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deverá entrar em vigor de forma provisória já em março, segundo um diplomata da UE ouvida pela Reuters nesta quinta-feira. A aplicação provisória depende da ratificação pelo primeiro país do Mercosul, identificado como Paraguai.

O acordo foi assinado no último fim de semana, após 25 anos de negociações, mas enfrenta um possível atraso causado pela instância de Justiça da UE. A Câmara dos Deputados da UE encaminhou a questão à Corte de Justiça da UE, o que pode atrasar a implementação em até dois anos.

Paraguai é apontado como o primeiro país mercosulino a ratificar o texto, abrindo caminho para a aplicação provisória. O desfecho acontece em meio a críticas na UE, com empresários alemães e o chanceler Friedrich Merz expressando preocupação com o atraso político.

Ao mesmo tempo, defensores do acordo destacam que ele pode compensar perdas provocadas por tarifas americanas e reduzir a dependência da China. Críticos, liderados pela França, temem aumentos de importações de carne, açúcar e aves, impactando produtores locais.

Fonte: Reuters recuerda, com informações de Andreas Rinke e Madeline Chambers.

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