- Brasil condena a demolição da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, ordenada por autoridades israelenses.
- A demolição teve início na terça-feira, após a aprovação de lei que permite cortar água e eletricidade no prédio e expropriar imóveis da agência.
- O Itamaraty afirmou que medidas violam o direito internacional e pareceres da Corte Internacional de Justiça.
- Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, chamou o ataque de “sem precedentes” e ressaltou a proteção das instalações pelo direito internacional.
- O governo brasileiro, na presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, diz apoiar a continuidade dos serviços da agência para cerca de 6 milhões de refugiados na região (Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria).
O Brasil condenou a demolição da sede da UNRWA realizada por autoridades de Israel, em Jerusalém Oriental, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O governo brasileiro considera a ação uma violação ao direito internacional e às normas de proteção a instalações da ONU.
A demolição teve início na terça-feira (20) e ocorreu após o parlamento israelense autorizar, no fim do ano passado, o corte de água e energia no prédio e a expropriação de imóveis da agência. O Itamaraty ressaltou que tais medidas violam o direito internacional humanitário.
A UNRWA atua prestando assistência a milhões de refugiados palestinos. O comissário-geral da agência descreveu a demolição como um ataque sem precedentes contra a ONU, que possui proteção internacional. A agência já denunciou incidentes vinculados a uma campanha de desinformação.
Contexto internacional
O Itamaraty, ao assumir a presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, reiterou o apoio à continuidade das atividades da agência na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria. Fontes oficiais destacaram que a UNRWA continua a fornecer serviços essenciais a 6 milhões de refugiados.
Segundo informações da UNRWA, as instalações da agência já foram alvo de incêndios em meio a relatos de desinformação. Em outubro do ano passado, a Corte Internacional de Justiça determinou que Israel deve facilitar as operações da UNRWA e reconheceu limites à jurisdição sobre Jerusalém Oriental.
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