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Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém

Brasil condena demolição da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, aponta violação do direito internacional e mantém apoio à agência que atende seis milhões de refugiados palestinos

A man handles fallen cables at the Jerusalem headquarters of the United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees (UNRWA) as the headquarters is dismantled by Israeli forces, in East Jerusalem, January 20, 2026. REUTERS/Ammar Awad
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  • O governo brasileiro, pelo Ministério das Relações Exteriores, condenou a demolição da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental.
  • A demolição começou na terça-feira, após o parlamento israelense aprovar lei que permite cortar água e energia e expropriar imóveis da agência.
  • O Itamaraty afirmou que medidas violam o direito internacional e pareceres da Corte Internacional de Justiça.
  • O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, chamou o ato de “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas.
  • O Itamaraty mantém apoio à continuidade das atividades da UNRWA para atender cerca de seis milhões de refugiados; a agência cita incêndios criminosos em meio a campanha de desinformação promovida por Israel, enquanto a CIJ já decidiu que Israel deve facilitar operações no território ocupado.

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou a demolição da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, ordenada por autoridades israelenses. A ação ocorreu apenas dois dias antes do pronunciamento, em 20 de setembro, e foi tema de nota do Itamaraty nesta quinta-feira (22).

O prédio da UNRWA fica em território considerado palestino, na parte leste de Jerusalém. A demolição ocorreu após aprovação no parlamento israelense, que autorizou cortar água e energia e expropriar imóveis da agência. A medida é vista como gravemente disruptiva para o trabalho da UNRWA na região.

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu o ataque como sem precedentes. O Itamaraty ressalta que instalações da UNRWA no território ocupado devem respeitar o direito internacional humanitário e as imunidades das Nações Unidas, conforme pareceres da Corte Internacional de Justiça.

Contexto jurídico e impactos

O Itamaraty, na presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, reiterou apoio à continuidade das atividades da agência, que atende cerca de 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria. A UNRWA informou que houve incêndios criminosos nas instalações, associando os ataques a uma campanha de desinformação promovida por Israel.

A Corte Internacional de Justiça já decidiu, em outubro do ano anterior, que Israel deve facilitar as operações da UNRWA no território palestino ocupado e que não possui jurisdição sobre Jerusalém Oriental. O Brasil reforça manter o apoio às ações humanitárias da agência enquanto houver necessidade de assistência aos refugiados.

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