- O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou a demolição da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, determinada por autoridades israelenses.
- A demolição teve início na terça-feira 20, após o parlamento de Israel ter aprovado legislação que autorizou cortar água e energia no prédio e permitir a expropriação de imóveis da agência.
- O Itamaraty afirmou que as medidas violam o direito internacional, a Convenção sobre Privilégios e Immunidades das Nações Unidas e pareceres da Corte Internacional de Justiça sobre a situação em território palestino ocupado.
- Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, descreveu o ato como um ataque sem precedentes às Nações Unidas, cuja proteção é prevista pelo direito internacional.
- O Itamaraty, na presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, disse apoiar a continuidade das atividades da agência, que atende seis milhões de refugiados na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.
O Brasil condenou a demolição da sede da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) em Jerusalém Oriental. A decisão foi tomada por autoridades israelenses e teve início na terça-feira, 20 de janeiro, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O prédio fica em território considerado palestino pela comunidade internacional. O MRE ressaltou que medidas que atingem instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem violação do direito internacional humanitário e das normas de imunidades das Nações Unidas.
A demolição ocorreu após a aprovação, no fim do ano passado, de legislação israelense que autoriza cortar água e energia no local e permite a expropriação de imóveis da ONU. O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu a ação como ataque sem precedentes às Nações Unidas.
O Itamaraty, que preside a Comissão Consultiva da UNRWA, disse manter o apoio à continuidade das atividades da agência. A UNRWA atende cerca de 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.
Segundo o chefe da UNRWA, as instalações já foram alvo de incêndios criminosos em meio a uma campanha de desinformação associada a Israel. A situação ocorre após decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de outubro do ano passado, que reiterou a obrigação de Israel facilitar as operações da UNRWA e afirmou que Israel não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.
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