- Um enviado dos EUA pediu que o cessar-fogo na Síria entre o governo e as forças curdas seja mantido, buscando medidas de confiança após avanços do governo no nordeste.
- O cessar-fogo, anunciado na terça-feira, estabeleceu que o governo daria quatro dias para a FDS apresentar um plano de fusão dos enclaves restantes, e que tropas governamentais não entrariam em duas cidades sob controle da FDS se um acordo fosse fechado.
- O enviado Tom Barrack afirmou ter se reunido com Mazloum Abdi e Ilham Ahmed e reiterou o apoio dos EUA à integração prevista no acordo de 18 de janeiro.
- A FDS, dominada pela milícia curda YPG, e o governo se acusam mutuamente de violações do cessar-fogo desde esta semana; a posição da FDS ficou enfraquecida conforme os EUA aprofundaram laços com Sharaa.
- Barrack disse que o objetivo original da FDS expirou; a milícia recuou para áreas de maioria curda. Também houve reunião com o líder curdo iraquiano para discutir o acordo e a retirada de forças perto de Hasakah.
O enviado dos EUA pediu que a trégua entre o governo sírio e as forças curdas lideradas pela SDF seja mantida, buscando medidas de confiança após Damasco avançar sobre o nordeste para reafirmar controle central. As informações são de Damascos, 22 de janeiro.
Tensões entre o governo de Ahmed al-Sharaa e a SDF se intensificaram nesta semana, com a SDF resistindo à integração de seus combatentes e redutos ao Estado. O recuo seria parte de uma estratégia para manter autonomia regional.
Sob o cessar‑fogo anunciado na terça, o governo propôs à SDF um prazo de quatro dias para apresentar um plano de fusão dos redutos remanescentes, e afirmou que tropas não entrariam em duas cidades sob controle da SDF, enquanto houver acordo.
Barrack informou ter se reunido com o comandante Mazloum Abdi e com a líder curda Ilham Ahmed, reafirmando o apoio americano a um processo de integração conforme acordo de 18 de janeiro. Ele destacou a necessidade de manter o cessar-fogo e construir confiança entre as partes.
O diplomata também manteve encontros com o líder curdo iraquiano Nechirvan Barzani, em busca de apoio regional. Uma das propostas discutidas prevê a retirada de forças de Hasakah, a oeste da cidade, para reduzir tensões entre as partes.
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