- Kizza Besigye, figura da oposição ucadaniana, está em condição de saúde “preocupante” após ficar doente, segundo sua esposa Winnie Byanyima, diretora executiva da UNAIDS.
- Ela informou a Reuters que Besigye apresenta febre alta, dor abdominal, desidratação e dificuldade para andar.
- Besigye, de 69 anos, permanece detido há mais de um ano após ser preso no Quênia, de onde foi extraditado para Uganda e acusado de traição e outros crimes.
- A família e seus aliados dizem que as acusações são de perseguição política; o governo nega perseguição aos opositores.
- Byanyima afirmou que médico aponta possível infecção bacteriana, e que autoridades prisionais teriam negado tratamento adequado em clínica particular; Besigye estaria em confinamento solitário em cela quente e com colchão infestante de percevejos.
KAMPALA, 22 de jan. — O oposicionista ugandense Kizza Besigye, detido há mais de um ano, está em condição de saúde considerada preocupante após adoecer, conforme informou sua esposa Winnie Byanyima à Reuters. Ela citou sintomas como febre alta, dores abdominais, desidratação e incapacidade de caminhar.
Besigye, de 69 anos, está preso desde a detenção ocorrida após a sua transferência da vizinha Kenya, onde foi preso e extraditado para Uganda. Ele enfrenta acusações de traição e outras imputações que seus advogados, a esposa e aliados políticos veem como perseguição política.
Museveni, 81, consolidou outro mandato na semana passada após ser declarado vencedor com quase 72% dos votos contra o opositor Bobi Wine, que contesta o resultado. Byanyima afirmou que Besigye não recebe tratamento adequado e que a saúde dele piorou desde o início da doença.
Condições de saúde e detenção
A diretora-executiva da UNAIDS relatou que um médico responsável pelos exames suspeita de uma infecção bacteriana, mas os resultados oficiais ainda não foram divulgados. Enquanto isso, Besigye está mantido em confinamento solitário, em uma cela pequena e desabitada, com cama estreita e condições desconfortáveis.
Segundo Byanyima, as autoridades prisionais teriam negado ao líder da oposição a transferência para o consultório de seu médico particular, o que dificultaria o tratamento e monitoramento. Ela disse que cada hora de atraso complica ainda mais a situação clínica dele.
Besigye, que já disputou a presidência em quatro ocasiões, perdeu uma audiência judicial nesta semana devido ao agravamento de seu estado de saúde. A família e seus apoiadores descrevem o caso como político, apontando para repressão a dissidência contra o governo.
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