- Os EUA devem oficialmente deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira, cumprindo um aviso dado pelo presidente Donald Trump em 2025 e a obrigação legal de pagar taxas de cerca de $ 260 milhões antes da saída.
- A saída ocorre mesmo com avisos de que prejudicará a saúde dos EUA e global, e com questionamentos sobre o cumprimento da lei dos EUA que prevê o pagamento das taxas pendentes.
- A OMS informou que os EUA ainda não pagaram as taxas de 2024 e 2025; a direção da agência discutirá a saída na reunião da diretoria executiva em fevereiro.
- Reações incluem pedidos de reconsideração de Tedros Adhanom Ghebreyesus e ressalvas de que a saída é prejudicial, além de declarações de Bill Gates sobre a necessidade de a organização continuar.
- A saída cria crise orçamentária para a OMS, que já reduziu a equipe e os trabalhos, com Washington sendo tradicionalmente o maior financiador, contribuindo em torno de 18% do financiamento total.
A relação entre os Estados Unidos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) entra em nova fase: o país formalmente deixará a agência nesta quinta-feira, 22 de janeiro, conforme avisado no início da presidência de Donald Trump. A decisão ocorre em meio a avisos de impactos negativos para a saúde nacional e global, além de violar uma lei interna que exige o pagamento de taxas de cerca de 260 milhões de dólares devidos à OMS.
Segundo fontes ligadas ao organismo, os EUA ainda não quitou as taxas de 2024 e 2025. A saída está condicionada a um prazo de notificação de um ano e ao pagamento integral das dívidas, conforme determina a legislação americana. O tema deve ser discutido pela diretoria executiva da OMS em fevereiro.
A OMS indicou que a decisão afeta o orçamento da agência, que depende de contribuições voluntárias e obrigatórias. O país tem historicamente sido o maior financiador da organização, respondendo por cerca de 18% do financiamento total. A saída pode exigir ajustes significativos de recursos e operações globais.
Em Davos, o fundador da Fundação Gates, Bill Gates, afirmou que não espera que os EUA reconsiderem a decisão em curto prazo. Ainda assim, enfatizou que, quando houver espaço para defesa, a necessidade da OMS permanece relevante para enfrentar ameaças de saúde global.
Especialistas em saúde pública destacam que a retirada potencialmente complica a detecção, prevenção e resposta a crises sanitárias. Eles ressaltam que a colaboração internacional, já prejudicada, é crucial para normas de vigilância e pactos de resposta rápida.
A OMS informou que tem trabalhado com Washington ao longo do último ano e que não está claro como ficará a cooperação após o desligamento. Analistas ponderam impactos para mudanças de políticas, cooperação científica e coordenação de campanhas de saúde mundial.
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