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Ex-chanceler pede que Lula rejeite o Conselho da Paz de Trump

Ex-chanceler afirma que o 'Conselho da Paz' de Trump é simulacro da ONU; Brasil pode rejeitar sem sofrer retaliações de Washington

O ex-chanceler Aloysio Nunes. Foto: José Cruz/Agência Brasil
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  • O ex-chanceler Aloysio Nunes afirma que o “Conselho da Paz” de Donald Trump é simulacro da ONU e deve ser ignorado pelos governantes convidados.
  • Para Nunes, o Brasil não deve temer retaliações dos EUA caso o presidente Lula rejeite o convite.
  • Trump inaugurou o conselho no Fórum Econômico Mundial de Davos, com participação de representantes de 19 países; o governo brasileiro ainda não se pronunciou formalmente.
  • Uma participação permanente custaria 1 bilhão de dólares; entre os convidados estão Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky, Benjamin Netanyahu e o Papa Leão XIV.
  • O ex-ministro sustenta que o conselho seria apenas para o deleite de Trump e que o escopo ainda não está claro, tendo começado como supervisão do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O ex-chanceler Aloysio Nunes criticou o chamado Conselho da Paz de Donald Trump, afirmando que se trata de um simulacro da ONU que não merece atenção dos governantes convidados. Segundo ele, o Brasil não deve temer retaliações dos Estados Unidos caso o presidente Lula rejeite a iniciativa.

Nunes sustenta que o projeto não passa de uma manobra para dar a Trump a aparência de controle mundial, e que governos considerados sérios devem ignorar a proposta. Ele comparou o Conselho da Paz a uma plataforma que não agrega legitimidade internacional.

Trump lançou o Conselho da Paz durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com a participação de representantes de 19 países. O anúncio também mencionou possíveis membros permanentes e convidados de peso, ampliando o alcance do projeto.

O governo brasileiro ainda não se manifestou formalmente sobre o tema. O custo de participação permanente no órgão foi estimado em 1 bilhão de dólares, segundo a divulgação associada ao anúncio.

Para Aloysio Nunes, o interesse de Trump seria manter influência global, enquanto o objetivo do Brasil, segundo ele, é preservar sua autonomia institucional e evitar retaliações econômicas.

Ainda não há clareza sobre o escopo definitivo do Conselho da Paz. A ideia inicial era supervisionar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas o formato e os poderes do grupo permanecem obscuros.

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