- O ex-chanceler Aloysio Nunes afirma que o “Conselho da Paz” de Donald Trump é simulacro da ONU e deve ser ignorado pelos governantes convidados.
- Para Nunes, o Brasil não deve temer retaliações dos EUA caso o presidente Lula rejeite o convite.
- Trump inaugurou o conselho no Fórum Econômico Mundial de Davos, com participação de representantes de 19 países; o governo brasileiro ainda não se pronunciou formalmente.
- Uma participação permanente custaria 1 bilhão de dólares; entre os convidados estão Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky, Benjamin Netanyahu e o Papa Leão XIV.
- O ex-ministro sustenta que o conselho seria apenas para o deleite de Trump e que o escopo ainda não está claro, tendo começado como supervisão do cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O ex-chanceler Aloysio Nunes criticou o chamado Conselho da Paz de Donald Trump, afirmando que se trata de um simulacro da ONU que não merece atenção dos governantes convidados. Segundo ele, o Brasil não deve temer retaliações dos Estados Unidos caso o presidente Lula rejeite a iniciativa.
Nunes sustenta que o projeto não passa de uma manobra para dar a Trump a aparência de controle mundial, e que governos considerados sérios devem ignorar a proposta. Ele comparou o Conselho da Paz a uma plataforma que não agrega legitimidade internacional.
Trump lançou o Conselho da Paz durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com a participação de representantes de 19 países. O anúncio também mencionou possíveis membros permanentes e convidados de peso, ampliando o alcance do projeto.
O governo brasileiro ainda não se manifestou formalmente sobre o tema. O custo de participação permanente no órgão foi estimado em 1 bilhão de dólares, segundo a divulgação associada ao anúncio.
Para Aloysio Nunes, o interesse de Trump seria manter influência global, enquanto o objetivo do Brasil, segundo ele, é preservar sua autonomia institucional e evitar retaliações econômicas.
Ainda não há clareza sobre o escopo definitivo do Conselho da Paz. A ideia inicial era supervisionar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas o formato e os poderes do grupo permanecem obscuros.
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