- O governo sírio assumiu o controle do campo de al-Hawl, substituindo guardas curdos, após a cidade/estado passar por avanços militares na região.
- O acampamento, que abriga cerca de 24 mil suspeitos de IS de 42 países, passou a ser gerido pelas forças governamentais de Damasco, em meio a cenas de tensão e caos.
- Houve fugas tentadas de residentes na seção de estrangeiros, incêndio numa padaria e bloqueios na alimentação, água e serviços básicos.
- Organizações não governamentais e guardas curdos se retiraram; o governo prometeu proteger os internos e pediu cooperação internacional para reinstalar serviços e facilitar liberação de quem não tem evidências contra si.
- Trabalhadores humanitários apontam grandes desafios próximos, incluindo possível avanço do governo sobre mais territórios, transporte de milhares de pessoas associadas ao IS para o Iraque e manejo de estrangeiros e crianças no campo.
A guarda finaliza a retirada de controle do acampamento de al-Hawl, no leste da Síria, e forças do governo sírio assumem a gestão do local, ante a retirada de guardas curdos. O movimento ocorreu após dias de tensões, com a tomada de parte significativa do território pelo governo de Damasco.
Segundo moradores e testemunhas, a chegada de combatentes do governo coincidiu com o esvaziamento das funções dos guardas curdos, abrindo espaço para a presença de unidades férreas que anunciaram a posse. O acampamento, que abriga dezenas de milhares de pessoas suspeitas de vínculos com o Estado Islâmico, passa por um momento de instabilidade intensa.
Mais de 24 mil pessoas, provenientes de 42 países, permanecem detidas em al-Hawl. O anúncio de mudança de comando gerou apreensão entre residentes, com relatos de famílias reunidas às portas dos perímetros, na expectativa de ver familiares após anos de isolamento.
Controle do acampamento e resposta local
As forças do governo sírio declararam controle sobre o complexo de al-Hawl e sobre prisões associadas. A reação incluíu a criação de um cordão de segurança ao redor do acampamento, enquanto a população externa procurava informações junto às autoridades, governos e organizações presentes na região.
Protestos e incidentes registrados incluíram incêndios em áreas de convivência e tentativas de fuga de moradores, incluindo mulheres e crianças que tentaram romper cercas. Crises humanitárias já vinham sendo apontadas por ONGs pela falta de serviços essenciais, como alimentação e água.
Especialistas destacam o impacto de uma mudança de gestão em meio a uma possível ofensiva contra unidades curdas na região. O governo sírio diz buscar proteger os detidos e manter a segurança, enquanto negocia com a coalizão internacional para restabelecer serviços básicos.
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