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Força apoiada pela ONU no Haiti deve se implantar totalmente até o verão

Força de segurança apoiada pela ONU deve alcançar efetivo total de até 5,5 mil até o verão, com tropas novas previstas até abril, em meio a turbulência política

Police officers stand guard in the street, in Port-au-Prince, Haiti May 1, 2024. REUTERS/Ralph Tedy Erol
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  • A força de segurança apoiada pela ONU deve chegar à plena capacidade até o verão, com previsão de 5.500 tropas.
  • Atualmente, cerca de 1.000 policiais, em sua maioria do Quênia, integram a força em atuação no Haiti.
  • A implantação tem sido marcada por atrasos e falta de recursos, em meio a instabilidade política que antecede a data de 7 de fevereiro, fim do mandato do governo de transição.
  • O enviado da ONU, Carlos Ruiz, disse que o grupo deverá atingir o potencial total até este verão, ou, no máximo, no outono.
  • O governo e a polícia haitianos enfrentam pressão para evitar mais violência, com avaliações de que polícia e grupos armados passam a ter cerca de 12 mil membros cada um no país. O presidente interino enfrenta turbulência política após tentativas recentes de remoção do primeiro-ministro.

O objetivo da força de segurança apoiada pela ONU é auxiliar a polícia haitiana no combate a gangues que tomaram grande parte do país. A previsão é de que, até o verão, o contingente chegue ao pleno desempenho, segundo o enviado especial da ONU para o Haiti.

Atualmente, o grupo conta com cerca de 1.000 policiais, a maioria do Quênia. O envio total está sujeito a atrasos e a déficits de financiamento desde o início da missão, em 2024, quando as gangues ampliaram seu domínio.

O embaixador Carlos Ruiz informou que mais tropas devem chegar até abril e que a força, com 5.500 militares, deve alcançar o pleno efetivo ainda neste verão, ou, no máximo, no outono. O objetivo é reforçar a capacidade de segurança no país.

Contexto político

A atuação da CPT, órgão executivo da atual gestão de transição, permanece instável. Movimentos para afastar o primeiro-ministro têm ocorrido pouco antes do fim do mandato, em fevereiro, complicando a cooperação entre as autoridades haitianas e a comunidade internacional.

Apoio internacional enfrenta condições de financiamento e coordenação. Além da violência, o país registra deslocamentos internos de cerca de 1,4 milhão de pessoas e um caos que impacta setores de saneamento, educação e infraestrutura.

Atenção internacional

O governo dos EUA avisou que qualquer tentativa de afastar o primeiro-ministro por membros não eleitos da CPT seria prejudicial aos objetivos de segurança na região. Não houve comentários públicos dos membros da CPT sobre a situação atual.

Ao longo do tempo, as autoridades haitianas e a comunidade internacional buscam um acordo para manter a governabilidade após fevereiro. A meta é manter a continuidade administrativa enquanto se avança em um processo político estável.

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