- Noah Donohoe, de 14 anos, desapareceu em Belfast em 21 de junho de 2020, após deixar a casa de bicicleta.
- O corpo foi encontrado seis dias depois dentro de uma galeria pluvial isolada na região de Northwood Road; a causa foi afogamento, não havendo indícios de foul play.
- Testemunho em tribunal mostrou que o garoto deixou a casa de madrugada, passou pelo centro da cidade e entrou em uma área protestante do norte de Belfast; mais tarde, abandonou mochila, telefone e roupas e pedalou nu.
- A mãe de Noah descreveu o período entre o desaparecimento e a descoberta como “um pesadelo vivo” e ressaltou que ele era um aluno dedicado e que tinha uma ligação especial com a família.
- O inquérito, aberto no tribunal de Belfast, busca esclarecer o que houve, mantendo-se aberto a evidências e sem discutir teorias públicas; a atual investigação deve seguir até março.
Na cidade de Belfast, um inquérito busca esclarecer a morte de Noah Donohoe, um garoto de 14 anos. O processo começou nesta semana no tribunal do coroner local, abrindo formalmente as investigações sobre o que aconteceu após Noah deixar a casa em 21 de junho de 2020.
Noah saiu de casa por volta das 17h41, de bicicleta, para encontrar amigos. Em seguida, desapareceu por seis dias e foi encontrado sem vida em uma galeria de águas pluviais na área de Northwood Road. A perícia preliminar apontou afogamento como causa da morte, sem indícios de envolvimento de terceiros.
Durante o inquérito, a mãe do garoto, Fiona Donohoe, descreveu o tempo entre o desaparecimento e o retorno das buscas como um pesadelo. Em vídeo exibido no tribunal, ela relatou preocupação com o bem-estar emocional de Noah, que já havia demonstrado tristeza recentemente.
Fiona também lembrou que Noah saiu de casa na madrugada, vestindo roupas simples, e que, durante o trajeto, descartou o rucksack, o telefone e parte da vestimenta, chegando a ser visto pedalando nu em trechos da via. Câmeras de vigilância registraram parte desse percurso, incluindo a passagem pelo centro da cidade.
O inquérito envolve uma delegação de jurados, com dois juízes e nove jurados, incluindo uma orientação do juiz para manter a mente aberta e basear as avaliações nas provas apresentadas, sem se deixar influenciar por informações da mídia. O juiz também pediu cautela com a divulgação pública para não prejudicar o processo.
O caso mobilizou centenas de voluntários que participaram das buscas na cidade em 2020. Noah era aluno do St Malachy’s College, descrito pela instituição como estudioso, que também tocava violoncelo. A família tem cobrado respostas por meio de uma nova análise das evidências disponíveis.
Nesta fase, o inquérito deve ouvir relatos, imagens de câmeras e provas forenses, com continuidade prevista até março. A investigação foca em entender o que levou Noah a percorrer áreas incomuns da cidade, incluindo um trecho que o levou a ingressar em uma zona religiosa do norte de Belfast.
A Secretaria do inquérito não divulgou conclusões finais, mantendo o objetivo de esclarecer o que ocorreu, com base nos elementos reunidos. O caso segue sob sigilo judicial, com novo andamento esperado nas próximas semanas.
Noah ficou lembrado pela curiosidade intelectual e pela paixão pela música, características ressaltadas pela família e pela escola. O inquérito continua, buscando respostas sobre os momentos que antecederam o desaparecimento e o que ocorreu na noite subsequente à sua saída de casa.
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