- O ministro da economia de Israel, Nir Barkat, afirma que o país fará mais negócios em lugares que queiram israelenses, mesmo diante de boicotes internacionais.
- Barkat defende que a segurança de Israel depende da liderança em Gaza e diz que, se houver paz e desmilitarização, haverá cooperação, caso contrário, o país se defenderá.
- Sobre Gaza, ele sustenta que a infraestrutura de Hamas, inclusive tunnels, precisa ser removida para impedir ataques, e que Israel não permitirá que o grupo se rearmar.
- O ministro apoia a posição de que Estados Unidos e uma iniciativa liderada por Donald Trump podem oferecer uma alternativa ao Conselho de Segurança da ONU para promover a paz na região.
- Em termos econômicos, Barkat sinaliza redução gradual da ajuda militar dos EUA ao longo de uma década e maior foco em mercados como Índia e outros países asiáticos, enquanto reitera que Israel não concorda com denúncias de genocídio.
Nir Barkat, ministro da Economia e Indústria de Israel, concedeu entrevista durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O diálogo abordou segurança, relações internacionais e impactos econômicos, em meio ao contexto pré-eleitoral de Israel. Barkat participou do debate como possível nome de liderança no Likud.
O ministro afirmou que as forças de segurança israelenses mantêm a defesa do país, reiterando que qualquer ameaça é enfrentada com firmeza. Questionado sobre o ceifamento de vidas em Gaza desde o cessar-fogo de outubro, Barkat ressaltou a responsabilidade de lideranças locais na pacificação e na desmilitarização.
Ele negou a ideia de genocídio e destacou que Israel se mantém firme frente a ataques de Hamas, apontando que a infraestrutura de terror no interior de Gaza precisa ser desmontada para evitar novas ameaças. Barkat defendeu ações estratégicas para neutralizar redes de ataque.
Relações com os EUA e apoio internacional
Barkat enfatizou a parceria com os Estados Unidos e a necessidade de manter apoio bipartidar. Sobre o próximo ciclo de ajuda militar, ele mencionou a possibilidade de redução gradual a zero, visando maior independência de Israel. Também mencionou negociações sobre tarifas e acordos com terceiros.
O ministro comentou sobre o papel de iniciativas como a chamada Board for Peace, associada ao ex-presidente Donald Trump, como alternativa a organismos internacionais. Disse que o apoio de várias nações é visto como resposta a um cenário regional complexo.
Comércio, boicotes e estratégia econômica
Questionado sobre boicotes a instituições acadêmicas israelenses e propostas de restrição a produtos de assentamentos, Barkat afirmou que Israel não comete genocídio e que democracias devem se defender. Afirmou que mitigar restrições é essencial, mas que mercados onde há demanda respondem com maior atividade.
Ele declarou que Israel buscará mercados onde haja maior aceitação de seus produtos, citando a escolha de rotas alternativas para manter o fluxo comercial. Barkat ressaltou a capacidade de adaptação de empresários israelenses diante de obstáculos diplomáticos.
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