- Japão suspende atividades na usina Kashiwazaki-Kariwa, a maior em capacidade, horas após o início do reatamento, na província de Niigata.
- O reator permanece estável e não houve impacto radioativo no exterior; a Tepco investiga a causa do alarme do sistema de monitoramento.
- A reativação estava originalmente programada para terça-feira, mas foi adiada por um problema técnico com o alarme, que foi resolvido no domingo.
- Kashiwazaki-Kariwa é a maior usina nuclear do mundo em capacidade, mas apenas um dos sete reatores já foi reativado.
- O Japão busca retomar a produção de energia nuclear para reduzir a dependência de fósseis e alcançar neutralidade de carbono até 2050.
O Japão suspendeu nesta quinta-feira a reativação da maior usina nuclear do mundo, após o início do processo de ativação ter sido interrompido por um alarme. O reator permanece estável e sem indícios de radiação externa.
A decisão foi comunicada pela operadora Tepco (Tokyo Electric), via porta-voz Takashi Kobayashi. O anúncio explicou que o alarme do sistema de monitoramento disparou durante os procedimentos de ativação, levando à suspensão das operações.
A usina Kashiwazaki-Kariwa fica na prefeitura de Niigata e já teve o reator desativado desde o desastre de Fukushima, em 2011. A retomada começou na quarta-feira, com sinal verde da reguladora, mas foi interrompida na quinta.
A Tepco afirmou que não houve impacto radioativo externo e que investiga a causa do incidente. Não há previsão de quando as atividades do reator suspenso serão retomadas.
Contexto da retomada
Kashiwazaki-Kariwa é a maior usina em capacidade de produção nuclear, mas atualmente apenas um de seus sete reatores está ativo.
O Japão busca diversificar a matriz energética para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e alcançar neutralidade de carbono até 2050.
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