- Lula ligou hoje para o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para tratar da situação em Gaza e das perspectivas de reconstrução, destacando o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio.
- O Itamaraty não confirmou se o Conselho de Paz proposto por Donald Trump foi tema da conversa; os EUA anunciaram a iniciativa durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, e o Brasil foi convidado.
- O governo brasileiro não emitiu resposta oficial; interlocutores dizem que o acordo ainda não está fechado e que o Brasil tem mostrado pouco entusiasmo em participar, em especial por causa da posição de comando de Trump.
- O objetivo do Conselho, segundo Trump, é deixar Gaza desmilitarizada, governada e reconstruída, com 59 países supostamente comprometidos a participar; esse número seria maior do que o informado anteriormente pelos EUA.
- Entre os nomes mencionados como participantes estão Vladimir Putin, Benjamin Netanyahu, Catar e Egito; o Reino Unido sinalizou cautela, enquanto Argentina, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã também aparecem na lista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, hoje, ligação por telefone com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. A conversa tratou da situação na Faixa de Gaza e das perspectivas de reconstrução da região, segundo o Planalto. Lula reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio.
Segundo o Itamaraty, não houve confirmação sobre a pauta envolvendo o suposto Conselho da Paz. O governo brasileiro ainda não se posicionou oficialmente sobre a iniciativa lançada pelos Estados Unidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que reuniu convidados de várias nações.
Contexto do Conselho da Paz
O governo americano afirma que o objetivo é desmilitarizar Gaza e promover governança estável e reconstrução. A proposta gerou dúvidas em Brasília, com interlocutores ressaltando cautela em relação ao papel de Donald Trump no projeto. A participação brasileira ainda não foi anunciada oficialmente.
Entre os signatários iniciais do Conselho estariam Vladimir Putin, de Rússia, e Benjamin Netanyahu, de Israel. Delegações de Catar, Egito, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã também teriam demonstrado apoio. O Reino Unido sinalizou reservas quanto à presença de Putin.
Entre na conversa da comunidade