- O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul deverá ser aplicado provisoriamente em março, assim que o primeiro país do bloco ratificar o texto, possivelmente o Paraguai.
- Parlamentares da UE encaminharam o acordo ao Tribunal de Justiça Europeu, o que pode atrasá-lo por até dois anos.
- A UE assinou o maior pacto comercial com os membros do Mercosul no sábado, após 25 anos de negociações.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, lamentou o atraso no Parlamento Europeu, mas afirmou que o acordo não será impedido.
- Apoiadores veem o acordo como essencial para compensar perdas com tarifas dos EUA e reduzir a dependência da China; críticos, liderados pela França, alertam para aumento de importações de carne bovina, açúcar e aves a preços baixos, afetando produtores nacionais.
O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul deverá entrar em vigor de forma provisória já em março, segundo um diplomata da UE apontado à Reuters. A aplicação começa assim que o primeiro país do Mercosul ratificar o texto.
A expectativa é de que o Paraguai seja o responsável pela primeira ratificação, abrindo a vigência provisória do acordo. A confirmação vem em meio a uma disputa institucional dentro da UE.
Parlamentares europeus enviaram o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasá-lo por até dois anos. Apesar disso, a UE mantém a linha de que o pacto começa antes da conclusão de todo o processo ratificatório.
Contexto político e impactos
A assinatura formal do acordo ocorreu no fim de semana, encerrando 25 anos de negociações. O atraso tem causado consternação entre empresas alemãs e alguns apoiadores do acordo, como o chanceler Olaf Scholz, que lamentou o ocorrido.
A defesa do pacto é apresentada como adequada para compensar perdas com tarifas dos EUA e reduzir a dependência da China. Entre os críticos, a França sustenta que a entrada de produtos com preços baixos pode pressionar produtores nacionais.
Repercussões e próximos passos
Especialistas apontam que a ratificação no Paraguai pode ocorrer em março, conforme avaliação de representantes da UE. Enquanto isso, o tema dependerá da decisão final do Tribunal de Justiça da UE, que pode moldar o calendário de implementação.
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