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Moçambique registra 13 mortos por inundações até agora, com provável alta

Treze mortes confirmadas em inundações em Moçambique, com previsão de alta conforme águas recedem; mais de meio milhão de pessoas afetadas e Maputo isolada por rodovia alagada

A house stands partially submerged in floodwater after weeks of heavy rainfall in Maputo, Mozambique, January 21, 2026. REUTERS/Amilton Neves
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  • Moçambique registrou 13 mortes por alagamentos graves nas últimas duas semanas, com expectativa de aumento conforme mais corpos são encontrados.
  • Mais de meio milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas que fizeram rios transbordarem e inundaram cidades, incluindo Maputo.
  • Na capital, parte da cidade ficou submersa até os telhados e uma rodovia nacional impedindo o acesso entre regiões.
  • Autoridades indicam que a contagem de mortos pode subir à medida que áreas ficam acessíveis; a UNICEF ressalta que crianças podem representar parte das vítimas.
  • Governo aponta que sistemas de alerta precoce e evacuações obrigatórias ajudaram a reduzir o número de mortes, embora algumas zonas permaneçam submersas.

Mozambique confirmou nesta quinta-feira 13 mortes ligadas às enchentes que atingiram o país nas últimas duas semanas. A informação é de autoridades locais, que também ressaltaram a expectativa de aumento no número de óbitos conforme as águas recedem.

As chuvas intensas fizeram rios transbordarem e diques quebrarem, deixando mais de meio milhão de pessoas impactadas. Parte do território vizinho, a África do Sul, também registrou alagamentos em áreas próximas.

Maputo, a capital, registrou áreas com inundação até os telhados e teve parte da cidade isolada por uma rodovia congestionada pelas águas. Alguns comerciantes dizem enfrentar perdas severas.

A UNICEF, representada por Maria Louise Eagleton em Moçambique, afirmou que o saldo pode incluir um grande contingente de crianças entre as vítimas ou pessoas feridas. Autoridades apontam vulnerabilidade maior entre menores.

Funcionários destacam que o impacto poderia ter sido menor com sistemas de alerta prévio e evacuações obrigatórias. Ainda assim, muitos moradores deixaram áreas de risco de forma voluntária.

Contexto

As autoridades classificam as cheias como as piores desde 2000, quando cerca de 700 pessoas morreram no país. O governo enfatiza que a resposta humanitária segue, com equipes de assistência atuando nas áreas mais atingidas.

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