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O que é a Board of Peace de Trump e como países reagiram

Trump preside a primeira reunião do Conselho da Paz, em meio a críticas sobre alcance, poderes e cooperação com a ONU

U.S. President Donald Trump meets with French President Emmanuel Macron during the 80th United Nations General Assembly, in New York City, New York, U.S., September 23, 2025. REUTERS/Al Drago/File Photo
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, presidirá a primeira reunião do “Board of Peace” (Conselho da Paz), uma iniciativa para supervisionar Gaza e conflitos globais, com mandato de três anos para membros que financiarem o conselho com 1 bilhão de dólares.
  • O gabinete de Trump informou nomes do núcleo fundador do conselho, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Tony Blair e Jared Kushner.
  • Entre os membros listados estão Israel, Arábia Saudita, Egito, Qatar, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Turquia, Emirados Árabes Unidos e várias nações da América Latina, África e Ásia, somando mais de duas dezenas de países.
  • Países que ainda não aderiram: Reino Unido, União Europeia, França, Alemanha, Noruega, Suécia, Brasil, México, Canadá (invitação retirada), Vaticano, China e Rússia.
  • A Organização das Nações Unidas reconheceu o conselho como administração temporária para Gaza até 2027; ainda não está claro qual será o poder legal do conselho e como atuará com a ONU.

O presidente dos EUA, Donald Trump, presidirá a primeira reunião do que ele chama de Board of Peace, na quinta-feira. A iniciativa visa, segundo o Plan, coordenar ações de paz em Gaza e, posteriormente, em conflitos globais, com poderes executivos amplos para o mandatário.

O Conselho terá Estados-membros com mandato de três anos, sujeitos a pagamento de 1 bilhão de dólares para financiar as atividades. O roteiro prevê mecanismo de supervisão e a possibilidade de formar uma força de estabilização temporária em Gaza.

Desde janeiro, o governo americano indicou o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro Tony Blair e Jared Kushner como membros da primeira direção executiva.

Participantes e adesão

A conta oficial do board, em X, lista mais de duas dezenas de países como membros fundadores, incluindo Israel, Arábia Saudita, Egito e Catar. Outros participantes aparecem também em Bahrain, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Turquia e Emirados Árabes.

Entre os trazidos de fora da região, aparecem nações como Albânia, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Belarus, Bulgária, Camboja, El Salvador, Hungria, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Uzbequistão e Vietnã.

Participação e controvérsias

Alguns aliados ocidentais, além de potências do Sul Global, ainda não aderiram. Brasil, Índia, México e África do Sul não aceitaram a oferta. Países europeus como Reino Unido, UE, França, Alemanha, Noruega e Suécia também não integram.

O Vaticano declarou não participar, citando a necessidade de que o Conselho da ONU gerencie crises. China e Rússia, com poder de veto no Conselho de Segurança, não aderiram ao projeto.

Estrutura e próximos passos

O Conselho da ONU reconheceu o board de forma temporária, para planejar a reconstrução de Gaza e, eventualmente, coordenar ações com a ONU. Até 2027, a autorização prevê uma presença limitada apenas a Gaza, com relatórios semestrais ao Conselho de Segurança.

A organização mantém que atuará conforme o direito internacional, com Trump como presidente com poderes executivos relevantes, incluindo veto e substituição de membros, dentro de certos limites. O objetivo declarado é estruturar a paz até reformas na governança palestina.

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