- Palestinos apoiam a entrada do Brasil no Conselho da Paz criado por Donald Trump, segundo o embaixador Marwan Jebril.
- O governo brasileiro ainda não respondeu ao convite feito pelo norte-americano para integrar o colegiado.
- Lula conversou por telefone com Mahmoud Abbas, e assessores ressaltam a possibilidade de esvaziamento da ONU com o avanço do conselho.
- Jebril afirma que a decisão é do Brasil, mas que é positivo ter países amigos defendendo o direito dos palestinos; Israel também está no conselho.
- Os palestinos querem que haja envolvimento do governo palestino, que não haja anexação e que haja solução política, com o conselho sendo transitório, de no máximo dois anos.
A conversa entre o Brasil e a Autoridade Nacional Palestina ganha repercussão nesta semana, em meio a avaliações sobre o que pode ocorrer com o Conselho da Paz criado por Donald Trump. Palestinos dizem ver com bons olhos a entrada do Brasil no colegiado, conforme declaração do embaixador palestino no Brasil.
O embaixador Marwan Jebril afirmou à GloboNews que a participação brasileira seria positiva, destacando que Israel também faz parte do conselho. Ele frisou ainda que o direito dos palestinos à autodeterminação deve ser defendido por aliados.
Segundo Jebril, a presença de países amigos, como Egito, Arábia Saudita, Catar, Turquia e Indonésia, reforça a ideia de que o órgão pode ser transitório. A intenção seria que o comitê tenha duração máxima de dois anos, com transferência das competências de Gaza ao governo palestino.
Nesta quinta-feira, Lula conversou por telefone com Mahmoud Abbas, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores. O governo brasileiro ainda não respondeu ao convite para integrar o Conselho da Paz.
O que resta em debate é como o Brasil firmaria sua participação sem prejudicar o papel da ONU. Palestinos pedem que qualquer solução envolva o governo palestino e respeite o direito internacional, mantendo a cooperação com a comunidade internacional.
Marwan Jebril alertou que o objetivo é evitar que o conselho substitua a ONU. Ele afirmou que a substituição das Nações Unidas seria um risco, ressaltando a necessidade de respeitar as regras internacionais.
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