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Presidente finlandês define plano de segurança do Ártico para cúpula da OTAN

Presidente finlandês pretende ter plano de segurança ártica pronto para cúpula da OTAN em julho, após acordo dos EUA sobre Greenland

Finland's President Alexander Stubb attends the 56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos, Switzerland, January 22, 2026. REUTERS/Denis Balibouse
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  • O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, disse que quer um plano para reforçar a segurança no Ártico pronto até a cúpula da OTAN em Ankara, em julho.
  • A posição vem após os EUA anunciarem um acordo-quadro para desescalar a disputa sobre o futuro de Groenlândia.
  • O acordo envolve Trump dizendo ter assegurado acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, em acordo com a OTAN que pediu mais empenho com a segurança ártica.
  • Stubb afirmou que o pacote de medidas deve ser semelhante ao acordo de Haia, de junho, que respaldou aumento real dos gastos com defesa.
  • O plano ártico deve ampliar a cooperação entre os membros nórdicos da OTAN — Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e Islândia — mais os Estados Unidos e o Canadá.

Davos, Suíça – O presidente finlandês Alexander Stubb afirmou na quinta-feira que pretende ter um plano para fortalecer a segurança no Ártico pronto até a cúpula da OTAN em Ankara, na Turquia, em julho. A medida acompanha a aprovação de um acordo-quadro dos EUA para reduzir a tensão sobre o futuro da Groenlândia.

Segundo Stubb, o pacote deve incluir ações de defesa no Ártico, com referências a um modelo similar ao acordo firmado em Haia, no ano anterior, que ampliou o gasto militar entre os aliados. O objetivo é elevar a cooperação entre os membros nórdicos da OTAN e parceiros da América do Norte.

Stubb destacou que o plano deve envolver a cooperação entre Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia, EUA e Canadá. A fala ocorreu durante a participação do presidente no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Contexto internacional

A situação ganhou impulso após o anúncio de Trump de que os EUA teriam acesso total e permanente à Groenlândia, posição que provocou atritos com vários aliados europeus. Alegações de que a Groenlândia poderia ficar sob controle americano foram acompanhadas de tensões comerciais.

Trump também ameaçou tarifas a países europeus que resistissem à sua visão sobre a Groenlândia e descartou qualquer uso da força para conquistar a ilha. Tais declarações geraram preocupação entre aliados da OTAN.

EU e membros da aliança realizaram reuniões emergenciais em Bruxelas para discutir o tema e manter a coesão diante do risco de enfraquecimento da parceria transatlântica. A Groenlândia é uma região autônoma do reino da Dinamarca.

Próximos passos

A imprensa aponta para o avanço de um pacote de medidas em direção à cúpula de julho, com a expectativa de alinhamento entre União Europeia e membros da OTAN. Fontes próximas aos trabalhos indicam que a cooperação no Ártico deve ganhar prioridade na agenda.

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