- O presidente Donald Trump sinaliza interesse de comprar Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, com estimativas de valor que vão de bilhões a centenas de bilhões de dólares.
- Projeções reportadas citam 700 bilhões de dólares (NBC News) e entre 12 bilhões e 77 bilhões de dólares (ex-economista do Fed via New York Times); Groenlândia já recusou, há mais de oitenta anos, uma proposta de 100 milhões de dólares.
- O território abriga reservas de terras raras e minerais críticos, além de gás natural e petróleo no Ártico, mas a exploração é cara e tecnicamente desafiadora, com 80% do território coberto por gelo.
- Há preocupação com a influência da China na região, já que o país tem buscando posições estratégicas e participação na cadeia de mineração de minerais críticos.
- O embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca, Ken Howery, é visto como figura ligada a planos de aproximação, incluindo a ideia de transformar Groenlândia em uma espécie de “freedom city” com potencial para inovação tecnológica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou interesse em comprar a Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca. A ideia ganhou fôlego após declarações públicas e reacenderam debates sobre uma transação histórica semelhante à compra do Alasca, em 1867.
A Groenlândia atua como alvo estratégico no Ártico, com potencial de minerais críticos e terras raras. O governo local e a população já disseram que o território não está à venda, mesmo diante de propostas antigas e estimativas modernas sobre valores possíveis.
Estimativas de custo variam amplamente. A NBC News citou especialistas e ex-membros do governo americano, chegando a 700 bilhões de dólares, sem detalhar a metodologia. O New York Times mencionou cálculos que vão de 12 bilhões a 77 bilhões de dólares, com base em aquisições passadas e fatores econômicos.
Outra hipótese menos trabalhada alega pagar apenas pelos habitantes da ilha, em troca de apoio político para a separação da Dinamarca. Nesse cenário, os recursos naturais teriam menor peso no preço final, ao menos formalmente.
De olho nas terras raras e minérios, a Groenlândia abriga grandes reservas que interessam ao setor tecnológico. Além disso, o subsolo do Ártico concentra 30% das reservas de gás natural do planeta e 13% do petróleo, conforme avaliação de especialistas.
Analistas ressaltam que grande parte do território permanece coberta por gelo, exigindo investimentos significativos para exploração. A viabilidade econômica disso ainda é motivo de debate entre estudiosos e governos da região.
A atuação de potências externas também compõe a equação. A China tem sido apontada como competidora na região, com presença em licenças, minas e cadeias produtivas, o que aumenta a percepção de mobilização estratégica dos EUA para conter a atuação chinesa.
Além da dimensão econômica, o debate envolve a ideia de uma suposta “freedom city”, conceito promovido por setores libertários de tecnologia. A ideia prevê ambientes com regulação mais flexível para inovação em IA, transportes e energia.
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